covid19 opas boavista 220px9 de setembro de 2020 – Consultores da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizam, nesta semana, em Boa Vista (no estado de Roraima), capacitação da equipe técnica do município sobre Análise de Situação de Saúde (ASIS). O objetivo é auxiliar a equipe da Secretaria de Saúde do município no aperfeiçoamento do trabalho de elaboração de estatísticas sobre diferentes indicadores de saúde.

Mais de 20 profissionais das áreas de vigilância e atenção à saúde da cidade, entre técnicos e enfermeiros, participam do treinamento junto aos consultores técnicos da OPAS. Entre os temas apresentados estão alternativas para agilizar a avaliação de indicadores de saúde de agravos diversos para encurtar o tempo de resposta e tomada de decisão local. Além disso, a análise permite que o dado seja racionalizado e, portanto, possível de elencar prioridades.

“A gente está vivendo um momento único deste século que é o enfrentamento da pandemia da COVID-19, mas a vida não parou e outras doenças continuam ocorrendo, como a febre amarela, malária, dengue, sarampo, entre outros agravos”, afirmou o consultor nacional de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres da OPAS, Rodrigo Frutuoso.

O consultor destacou também que a análise dos dados de saúde permite qualificar o olhar dos gestores públicos para as condições de saúde que se tem dentro de cada território. “A análise de situação em saúde permite que a gente consiga enxergar o que se passa no nosso território, quais são as prioridades e qualificar a informação que é gerada em ação para que os gestores tomem decisões de forma assertiva”, concluiu Rodrigo Frutuoso.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista, Francinete Rodrigues, agradeceu o apoio que a OPAS vem prestando ao município. “Essa capacitação vai ser de grande importância para nós porque vai permitir que tenhamos ainda mais subsídios para as tomadas de decisões”, pontou Francinete Rodrigues.

Esta missão da OPAS à Boa Vista foi feita com recursos doados pelo governo do Japão.

Cooperação técnica
Durante a pandemia da COVID-19, a OPAS tem apoiado os estados e municípios brasileiros na oferta de capacitações técnicas diversas que auxiliem os gestores na tomada de decisões locais. No estado do Pará, o organismo internacional ajudou a construir a Sala de Inteligência da Gestão, incluindo um painel de monitoramento da COVID-19 no Estado. A ferramenta ajuda a identificar onde o vírus está circulando e produzir cenários que permitem a tomada de decisão com base em informações qualificadas. No município de Marabá (PA), em agosto, a OPAS realizou treinamento sobre aperfeiçoamento do trabalho de elaboração das estatísticas para os boletins da COVID-19. A mesma missão também foi realizada em agosto com a equipe da Secretaria Estadual de Roraima.

A mesma missão já havia sido feita, na semana anterior, com cerca de 20 profissionais da Secretaria de Saúde de Roraima, em Boa Vista (RR). Esse trabalho nos estados vai permitir agilizar a avaliação dos indicadores e, assim, encurtar o tempo de resposta e tomada de decisão local para controle da doença.

Em junho, a OPAS contribuiu com o governo do Mato Grosso do Sul na elaboração de um plano e critérios para ajuste de medidas não farmacológicas, como distanciamento social e restrição de viagens, para resposta à COVID-19 no estado. O objetivo é implementar ações tanto para o cenário atual quanto para o futuro.

No Rio Grande do Norte, a OPAS apoiou o estado no desenvolvimento de uma ferramenta para auxiliar as autoridades de saúde pública no estabelecimento de critérios para monitorar a evolução da COVID-19 e tomar decisões sobre medidas não farmacológicas. Esses indicadores facilitam a avaliação, por exemplo, sobre a necessidade de endurecer as medidas de distanciamento social – ou apontam se é possível afrouxá-las.

No município de São Paulo, a OPAS realizou, em conjunto com a Secretaria de Relações Internacionais e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania do município de São Paulo, um treinamento para cerca de 40 servidoras municipais que atendem mulheres em situação de violência na capital paulista. Foram abordadas a saúde mental (tanto de quem vai atender quanto de quem receberá os cuidados, incluindo dicas sobre o que fazer e não fazer nas interações), a perspectiva de gênero (com orientações para mulheres, homens, equipes de saúde, gestores, formuladores de políticas e gerentes de serviços de saúde), as principais medidas de prevenção contra a COVID-19 e a preparação para a fase de reabertura dos serviços.