Segurança no trânsito

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) tem apoiado diversas ações para melhorar a segurança do trânsito no Brasil.

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O projeto “Vida no Trânsito”, implantado em sua fase piloto de 2010 a 2014, foi a denominação no país do Projeto “Bloomberg Philantropies – Global Road Safety Partnership”, voltado à redução das mortes e lesões causadas no trânsito em 10 países, com o financiamento da Fundação Bloomberg e coordenação global da OMS e suas agências regionais. No Brasil, o “Vida no Trânsito”, que também contou com apoio do Governo Federal, foi desenvolvido entre 2010 e 2014 em cinco capitais – Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Palmas e Teresina. Posteriormente, tornou-se uma política nacional.

Também com a colaboração da OPAS/OMS o país reuniu em Brasília, em 2015, delegados de mais de 100 países para avaliar o progresso das ações voltadas à segurança viária em todo o mundo e discutir maneiras de reduzir pela metade as mortes no trânsito até o final desta década, que é um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O evento resultou na Declaração de Brasília, que teve forte influência da Agenda 2030 e destacou, entre outros pontos, a indissociabilidade das políticas de transportes e o trânsito no escopo amplo da mobilidade urbana.

Estima-se que, a cada ano, mais de um milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito e até 50 milhões sobrevivem com lesões e sequelas, resultando em custos pessoais, sociais e econômicos. As lesões e mortes no trânsito – que são previsíveis e evitáveis em sua grande maioria – passaram a ocupar espaço mais significativo na agenda global de saúde a partir dos anos 2000.

Principais dados sobre acidentes de trânsito no mundo

• Cerca de 1,25 milhões de pessoas morrem a cada ano em acidentes de trânsito
• Acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre os jovens com idade ente 15 e 29 anos
• 90% das mortes nas vias públicas, a nível mundial, ocorrem em países de baixa e média renda, mesmo que esses países possuam cerca de metade dos veículos do mundo
• Metade das pessoas que morrem nas vias no mundo são usuários mais vulneráveis das vias: pedestres, ciclistas e motociclistas
• Se não houver ação, os acidentes de trânsito devem se tornar a 7ª principal causa de mortes em 2030
• A Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 determinou um objetivo de segurança no trânsito: reduzir para metade o número global de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito até 2020

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Confira as principais ações de mobilidade segura e sustentável/segurança no trânsito

• Cooperação para implementação das recomendações da OPAS/OMS relativas à Mobilidade Segura e Sustentável/Segurança no Trânsito; Segurança no Trânsito e Saúde; Melhora na Segurança no Trânsito Global; Plano de Ação de Segurança no Trânsito para as Américas;
• Promoção e apoio a projetos, programas e outras iniciativas relacionadas à redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito;
• Fomento às ações intersetoriais voltadas à segurança no trânsito;
• Apoio na qualificação da informação sobre a morbimortalidade no trânsito;
• Apoio à qualificação de profissionais de diversos setores no tema da redução da morbimortalidade no trânsito;
• Orientação para o desenvolvimento de ações de educação para o trânsito e desenvolvimento de campanhas preventivas;
• Desenvolvimento de ações voltadas à sensibilização/treinamento de profissionais de comunicação no tema segurança no trânsito;
• Articulação e intercâmbio com os diversos setores e atores nacionais, regionais e globais que tratam do tema Mobilidade/Segurança Viária, no âmbito da cooperação sul-sul;
• Coordenação de projetos de cooperação técnica em Segurança no Trânsito;
• Sistematização e produção de conhecimentos, dando visibilidade a experiências inovadoras e exitosas em Segurança no Trânsito.

Atualizada em fevereiro de 2019

Principais informações

  • Cerca de 1,35 milhão de pessoas morrem a cada ano em decorrência de acidentes no trânsito;
  • A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável fixou uma meta ambiciosa quanto à segurança no trânsito, que consiste em reduzir pela metade, até 2020, o número de mortos e feridos por acidentes de trânsito em todo o mundo;
  • Os acidentes de trânsito custam à maioria dos países 3% de seu produto interno bruto (PIB);
  • Mais da metade de todas as mortes no trânsito ocorre entre usuários vulneráveis das vias: pedestres, ciclistas e motociclistas;
  • 93% das mortes no trânsito ocorrem em países de baixa e média renda, embora estes concentrem aproximadamente 60% dos veículos do mundo;
  • As lesões ocorridas no trânsito são a principal causa de morte entre crianças e jovens de 5 a 29 anos.
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O Brasil possui atualmente mais de 200 milhões de habitantes. Segundo o Relatório Global sobre o Estado da Segurança Viária 2015, da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registradas no país 42.291 mortes no trânsito (82% homens e 18% mulheres) em 2013. O maior número de mortes (28%) acontece com usuários de veículos com 2 ou 3 rodas, como é o caso das motocicletas. Pedestres também estão na lista dos mais atingidos no trânsito: 20% dos óbitos. Além disso, 18% dos óbitos acontecem com passageiros de veículos de quatro rodas e 3% com ciclistas.

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A Resolução A/RES/64/255 da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovada em 2010 criou a “Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020”. A iniciativa, lançada em maio de 2011 em mais de 110 países, tem o objetivo de salvar milhões de vidas por meio de medidas como melhorar a gestão do trânsito; a segurança das vias e dos veículos, o comportamento dos usuários das vias e também os serviços de emergência. A OMS desempenha um papel fundamental na orientação dos esforços globais, defendendo a segurança viária nos mais altos níveis políticos; compilando e divulgando boas práticas de prevenção de acidentes no trânsito; recolhendo dados sobre atendimento; e compartilhando informações com o público sobre riscos e redução de riscos; entre outros.

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Uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS (3.6) é a redução, pela metade, do número global de mortes e lesões no trânsito, até 2020. A simples inclusão de uma meta tão ambiciosa, relacionada às mortes e lesões no trânsito, constitui um progresso significativo em matéria de segurança viária. Trata-se do reconhecimento pelos Estados do impacto do número de vítimas do trânsito, uma vez que mundialmente os acidentes representam uma das principais causas de morte, sendo a primeiras entre jovens na faixa etária de 15 a 29 anos e do pesado fardo que as lesões e mortes ocorridas no trânsito representam para as economias nacionais e para as famílias.

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