Pasta Série Uso Racional de Medicamentos

A OPAS/OMS no Brasil, por meio da Unidade Técnica de Medicamentos e Tecnologias em Saúde, cumprindo a missão institucional de “orientar os esforços estratégicos de colaboração entre os Estados-Membros e outros parceiros, no sentido de promover a equidade na saúde, combater doenças, melhorar a qualidade de vida e elevar a expectativa de vida dos povos das Américas”, retoma a temática do Uso Racional de Medicamentos (URM) com o lançamento da série de fascículos Uso Racional de Medicamentos: fundamentação em condutas terapêuticas e nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica.

Com essa retomada, a OPAS/OMS contribui para o alcance de um dos requisitos do encontro que versou sobre as Metas para o Desenvolvimento do Milênio e Acesso à Saúde para Todos, o qual diz respeito à difusão de informação confiável, relevante e útil a todos os profissionais que lidam com a saúde de indivíduos e comunidades. Segundo esse documento, a falta de acesso à informação permanece como barreira aos cuidados de saúde nos países em desenvolvimento. Por isso preconiza que a Organização Mundial da Saúde lidere um movimento de “Acesso Universal à Informação sobre Cuidados Essenciais à Saúde até 2015” ou “Informação à Saúde para Todos”.

Documentos

pdf Abordagem da depressão maior em idosos: medidas não medicamentosas e medicamentosas  Publicado Popular

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Abordagem idosos_F001.pdf

Em idosos, a depressão maior unipolar, em diferentes graus, se associa ao próprio processo de envelhecimento (déficits físicos e cognitivos relacionados à idade) e a comorbidades, uso continuado de alguns medicamentos, adversidades emocionais e mudanças de estilo de vida. Por outro lado, a depressão piora a comorbidade, diminui a qualidade de vida e aumenta a mortalidade. A doença não costuma ser corretamente diagnosticada em nível de atenção primária. Mesmo quando reconhecida, os pacientes não recebem manejo adequado. Assim, é importante comparar intervenções medicamentosas e não medicamentosas sobre eficácia, tolerabilidade e aceitabilidade no manejo agudo dessa condição e sobre as taxas de recidiva. Embora os antidepressivos sejam o esteio maior da doença, sua eficácia é por vezes insuficiente, e os efeitos adversos estão presentes, podendo causar suspensão do tratamento. A associação de medidas medicamentosas e psicológicas pode ser mais eficaz do que cada terapia em separado. Devido à fragilidade dos idosos, as decisões de tratamento devem basear-se em segurança, aceitabilidade pelo paciente e custo.

pdf Administração: não basta usar, é preciso conhecer a maneira correta  Publicado Popular

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Fasciulo18.pdf

O objetivo desse fascículo é abordar os principais aspectos relativos à administração segura de medicamento, tendo por base as evidências científicas. Contextualiza a problemática dos erros de administração no mundo e no Brasil, discorre acerca das principais causas e apresenta estratégias voltadas para a redução dos riscos.

pdf Apresentação  Publicado Popular

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Apresentacao_URM_1.pdf

A seleção dos temas e a elaboração dos textos dos fascículos visam proporcionar informação como ferramenta para tomada de decisões e para execução de ações no sentido de promover o URM, encorajando as pessoas a
refletirem, ao invés de se deixarem levar pela sobrecaga de informações, muitas vezes aceitas sem questionamentos. Inicialmente, serão lançados 20 fascículos com temas relacionados a condutas terapêuticas e a algum aspecto relativo ao URM nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica, além do prefácio da série. 

pdf Armazenamento e distribuição: o medicamento também merece cuidados  Publicado Popular

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Fasciculo 012a.pdf

O armazenamento e a distribuição são etapas da cadeia logística e englobam desde as características necessárias das instalações de armazenagem, layout dos locais de distribuição bem como cuidados no recebimento, métodos de localização dos itens e tipos de distribuição. Estas atividades fazem parte da assistência farmacêutica e visam assegurar a qualidade dos medicamentos por meio de condições adequadas de armazenamentos e de um controle de estoque eficaz, bem como a garantir a disponibilidade dos medicamentos em todos os locais de atendimento aos usuários.

O armazenamento é a etapa do ciclo da assistência farmacêutica que visa garantir a qualidade e a guarda segura dos medicamentos nas organizações da área da saúde. Constitui-se como um conjunto de procedimentos que envolvem o recebimento, a estocagem/guarda, a segurança contra danos físicos, furtos ou roubos, a conservação, o controle de estoque e a entrega. Torna-se fundamental que as organizações de saúde estabeleçam e monitorem critérios para assegurar que os medicamentos estejam sendo recebidos, estocados e controlados de
maneira eficaz e correta.

A distribuição está presente em todos os níveis de uma cadeia de suprimentos e gera os maiores problemas, principalmente quando não há confiança entre o usuário e o administrador da distribuição. Quando os sistemas de distribuição não estão ajustados, levam a criação de estoques periféricos. Uma distribuição correta e racional de medicamentos deve garantir rapidez na entrega, por meio de um cronograma factível de ser realizado sem atrasos, nas quantidades e produtos corretos e com a qualidade desejada, transportados de acordo com suas
características e segurança. Toda movimentação de distribuição deve ser monitorada por sistema de informação confiável, atualizado e parametrizado para um gerenciamento adequado.

Existem vários tipos de sistema de distribuição: sistema de complementação de previsão, sistema de unidades móveis, sistema baseado em ordem de produção (sistema coletivo, individualizado e sistema de distribuição por dose unitária) e sistema de distribuição automatizado.

Qualquer que seja o processo de armazenamento e distribuição, eles merecem cuidado, procedimentos escritos, normas definidas e seguidas, e devem ser controlados e avaliados por indicadores de desempenho e qualidade. Nos sistemas mais modernos, espera-se que as equipes responsáveis pelo armazenamento e distribuição comprometam-se com o processo do cuidado, devendo assumir seu  papel na promoção ao uso racional dos medicamentos.

pdf Artrite reumatoide: novas opções terapêuticas  Publicado Popular

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9788579671081_15_port.pdf

Artrite reumatoide é doença inflamatória crônica que acomete articulações e órgãos internos, com potencial de causar deformidades e incapacidade. Nos últimos anos as opções para seu tratamento aumentaram consideravelmente. Difundiu-se o uso de metotrexato e surgiram novos medicamentos que interferem diretamente nos processos biológicos que mantêm a inflamação ativa e determinam a cronicidade da doença. O objetivo deste fascículo é trazer a pacientes, familiares e profissionais de saúde uma visão concisa, mas atualizada e fundamentada, a respeito do tratamento da artrite reumatoide.

pdf Avaliação e Incorporação: do quê precisamos realmente?  Publicado Popular

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Fasciculo 8.pdf

A avaliação de tecnologias em saúde (ATS) é um novo campo da ciência que estuda os benefícios, os riscos, os custos e as demais consequências da incorporação de uma nova tecnologia num sistema de saúde. É a ferramenta que vem sendo usada na maioria dos países desenvolvidos para subsidiar a decisão por incorporar, não incorporar, excluir ou alterar o uso de uma dada tecnologia em saúde. Nos sistemas públicos de saúde de cobertura universal como é a proposta do Sistema Único de Saúde - SUS, a entrada de novas tecnologias no sistema obrigatoriamente deve ser regulada, de modo a garantir modernização sem perda de qualidade, sem riscos à saúde e em bases sustentáveis. Isso porque ter a inovação como padrão de consumo na saúde, se torna uma ameaça à sustentabilidade e ao desenvolvimento dos sistemas de saúde ainda incipientes dos países em desenvolvimento. A substituição do cuidado pela tecnologia, uma vez que não haverá recursos bastantes para manter ambos os investimentos, é uma aposta sem futuro. A sedução da tecnologia como um fim em si, além
de não trazer resultados para a saúde, ainda aprofundará a desorganização dos sistemas públicos de saúde. A seleção racional das tecnologias a serem incorporadas deve ser feita em base nacional, regional e local cabendo também a essas instâncias o monitoramento de resultados dessas incorporações, e também, quando pertinente, a exclusão ou mesmo o reposicionamento do uso dessas tecnologias no rol de prestaçoes de saúde do país.

pdf Comparação entre medicamentos para tratamento inicial da hipertensão arterial sistêmica  Publicado Popular

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Fasciculo 3.pdf

Hipertensão arterial tem papel dominante na causação de doença cardiovascular, sendo fator de risco maior para cardiopatias isquêmica, hipertensiva e valvar, doenças de grandes vasos e cerebrovasculares, como AVE e demências, e insuficiência renal. Há sobejas evidências de que seu controle – com redução da pressão arterial a valores inferiores a 120/80 mmHg – se associa à diminuição daqueles riscos. Diuréticos, em particular clortalidona, sobressaem-se como opões medicamentosas de primeira linha no manejo de hipertensão arterial. Hidroclorotiazida, em mais altas doses, e indapamida podem ser alternativas à clortalidona. A associação dediuréticos poupadores de potássio previne a hipopotassemia e a consequente elevação da glicemia associada ao emprego de diuréticos tiazídicos. Inibidores da enzima de conversão de angiotensina e betabloqueadores podem ser a primeira escolha em pacientes com condições específicas, como insuficiência cardíaca e prevenção secundária após infarto do miocárdio. Bloqueadores de receptores de angiotensina estão contraindicados como primeira escolha no manejo de hipertensão arterial.

pdf Diabetes melito: ainda a questão da insulina?  Publicado Popular

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Fasciculo 019a.pdf

Diabetes melito (DM), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um distúrbio metabólico de múltipla etiologia, caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas. Tem elevada prevalência no mundo, e, se não tratado, pode levar a desfechos graves como doença cardiovascular e cerebrovascular, cegueira, dano renal e morte. Deficiência em produção e uso de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é a causa principal da doença, que pode ocorrer por fatores genéticos e relacionados ao estilo de vida. Classifica-se em diabetes tipo 1 ou insulinodependente e tipo 2 ou não dependente de insulina. A descoberta de insulina exógena e sua reposição em pacientes com diabetes tipo 1, na década de 1920, mudaram definitivamente o cenário evolutivo da doença. Desde então, o desenvolvimento tecnológico tem buscado o aprimoramento da molécula e o desenvolvimento de novas insulinas, com elevado custo. Contudo, essas parecem não se acompanhar de melhor controle da doença. Na avaliação de insulinas análogas versus insulinas convencionais, evidências de baixa qualidade metodológica não têm demonstrado benefícios clinicamente relevantes, principalmente em desfechos relacionados a controle glicêmico. Ainda assim, existem divergências entre prática clínica, diretrizes de tratamento e evidências científicas contemporâneas. A isso, somam-se problemas de ordem política, social, econômica e de gestão que contribuem para problemático acesso às insulinas, mesmo as já estabelecidas.

pdf Dispensação: dispensar e entregar não são sinônimos  Publicado Popular

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9788579671081_16_port.pdf

O Sistema Único de Saúde no Brasil é responsável pela execução de ações de assistência terapêutica integral, incluindo o acesso qualificado, igualitário e universal aos medicamentos e a promoção do seu uso racional. A Assistência Farmacêutica é responsável pelo serviço de abastecimento e apoio ofertados na RAS, assim como pela inserção do Cuidado Farmacêutico enquanto serviço clínico assistencial. A dispensação enquanto serviço clínico assistencial integrado as ações na rede de atenção à saúde têm como elementos norteadores a promoção do uso racional de medicamentos para população. Destaca-se que, na realidade atual observada na conformação da rede de serviços do SUS, visto as diversas características, portes e níveis de organização local, bem como a insuficiência de recursos humanos, a entrega dos medicamentos aos usuários é realizada por técnicos e auxiliares, sendo fundamental a supervisão e apoio técnico do farmacêutico visando à qualificação das ações na entrega de medicamentos aos usuários do sistema. Diante do exposto, cabe ressaltar que dispensar e entregar não são sinônimos. A dispensação enquanto serviço integrado as ações de saúde na rede de atenção têm como elementos norteadores a promoção do uso racional de medicamentos para população e a efetiva participação do farmacêutico, enquanto na entrega de medicamentos nem todas as informações necessárias para o uso correto de medicamentos está assegurada. Faz-se necessário o desenvolvimento de políticas e programas específicos que fortaleçam a assistência farmacêutica ao mesmo tempo em que é necessária a readequação do modelo das RAS para contemplar a AF como parte do cuidado e a dispensação, enquanto serviço clínico-assistencial, para garantia da integralidade e resolutividade das ações e serviços.

pdf Dor lombar: como tratar?  Publicado Popular

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Fasciculo 9.pdf

O tratamento da dor lombar é um desafio para profissionais da área da saúde. Sua alta prevalência determina custos elevados ao sistema de saúde. É prioritária a busca por modalidades de tratamento eficazes em melhoria de dor e incapacidade funcional associada. A evidência sobre diversos tratamentos conservadores de dor lombar, aguda ou crônica, vem crescendo nos últimos anos, sem possibilitar, no entanto, afirmações definitivas sobre reais efeitos da maioria das intervenções, bem como de possível superioridade de uma sobre a outra. Há razoável evidência contemporânea de benefício com tratamento medicamentoso, intervenções fisioterapêuticas, exercício e abordagem biopsicossocial da dor lombar. Medicamentos são utilizados como sintomáticos, a maior eficácia de curto prazo sendo obtida com AINEs e relaxantes musculares em dor aguda e com opioides e anticonvulsivantes (sobre componente neuropático) em dor crônica. Dentre as medidas não medicamentosas, mostram-se razoavelmente eficazes: manutenção da atividade, exercícios, terapia manual, laserterapia de baixa potência (dor com radiculopatia), acupuntura (dor lombar crônica), educação, programa de reabilitação multidisciplinar biopsicossocial e terapia cognitivo-comportamental.

pdf Misoprostol na hemorragia pós-parto: salvando vidas  Publicado Popular

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Fasciculo 013a.pdf

O uso de misoprostol em indicações obstétricas tem sido alvo de debate e controvérsia no decorrer da última década. Um peso importante nessa discussão é a afirmativa de que ocorre uma morte materna a cada 4 minutos em todo o mundo, sobretudo em zonas mais desprotegidas, onde predominam partos domiciliares e inexistem adequados recursos médicos. Dentre as causas de mortalidade, salienta-se a hemorragia pós-parto (HPP). Razões de ordem social e ética se confrontam com evidências quando essas apontam ser ocitocina superior a misoprostol. O pragmatismo clama por soluções viáveis no contexto de pobreza e desinformação, enquanto as evidências científicas, provenientes de amplos estudos, apontam no sentido de maiores eficácia e segurança, necessárias às tomadas de decisão. Analisando alguns dos estudos publicados, opta-se por considerar misoprostol uma alternativa à ocitocina na prevenção de HPP, quando a última não está disponível ou não pode ser administrada com segurança. Nesse contexto, a favor de misoprostol advogam potencial uterotônico, razoável segurança, maior conveniência de uso e custo-efetividade favorável. No tratamento de HPP por atonia uterina as evidências suportam o uso de ocitocina, só considerando misoprostol como tratamento em locais onde o uso daquela não é viável ou quando o sangramento persistir a despeito de seu emprego.

pdf Monitoramento e Avaliação Farmacoterapêutica: o medicamento fez efeito? Qual?  Publicado Popular

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Fasciculo 020a.pdf

O uso racional de medicamentos passa pelo monitoramento e pela avaliação dos resultados da terapia medicamentosa. Além da preocupação sobre a efetividade, os resultados relacionados à segurança da farmacoterapia devem ser acompanhados por profissionais de saúde e pelo próprio paciente ou seu cuidador, visto que o uso destas tecnologias não é isento de riscos. Dentre os problemas que podem ocorrer durante a terapia medicamentosa estão as reações adversas, os eventos adversos por desvio da qualidade, os eventos adversos decorrentes de uso não aprovado, as interações medicamentosas, a inefetividade terapêutica, as intoxicações, o uso abusivo, e os erros de medicação. As reações adversas, por exemplo, são causas de admissões hospitalares no Brasil e no mundo. Um adequado acompanhamento farmacoterapêutico e o monitoramento dos resultados do desempenho dos produtos no mercado, por meio da farmacovigilância, são estratégias que permitem gerenciar adequadamente os riscos da terapia medicamentosa. O uso racional de medicamentos traz benefícios clínicos, humanísticos e econômicos não somente para o indivíduo, mas também para toda a sociedade.

pdf Obesidade como fator de risco para morbidade e mortalidade: evidências sobre o manejo com medidas não medicamentosas  Publicado Popular

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Fasciculo 7.pdf

Obesidade é problema de caráter pandêmico, multiétnico, ocorrendo em países de alta, média e baixa renda (particularmente em áreas urbanas), em homens e mulheres e em todas as faixas etárias.

A obesidade, principalmente em níveis mais altos de índice de massa corporal, e a obesidade abdominal, medida pela circunferência da cintura, associam-se significativamente a maior mortalidade de todas as causas do que peso normal e contribuem, também significativamente, para inúmeras comorbidades.

A causa fundamental de obesidade e sobrepeso é o desequilíbrio entre o consumo de calorias e o gasto calórico. Isso decorre da ingestão de dietas ricas em carboidratos e gorduras e do aumento do sedentarismo na população urbana. Obesidade é considerada doença multifatorial, ocorrendo pela interação de fatores genéticos e condições do ambiente. Muitos dos mecanismos fisiopatológicos que levam à obesidade são ainda desconhecidos.

As estimativas dos gastos anuais com a obesidade são alarmantes e dão uma ideia da proporção do problema para os cofres públicos.

Dentre os fatores ambientais que devem ser corrigidos, destacam-se hábitos alimentares incorretos e inatividade física. Embora resultados satisfatórios sejam difíceis de atingir, vale a pena envidar esforços nesse sentido, pois é o manejo não medicamentoso que se mostra mais favorável no manejo da obesidade, com consequente melhora nos riscos que essa acarreta.

Já o uso de medicamentos nem sempre logra resultados permanentes e se acompanha de efeitos adversos, não justificando seu emprego na maioria dos obesos.

Ações reguladoras governamentais e políticas e prioridades da indústria e da sociedade civil são necessárias para coibir a obesidade e suas consequências sobre a saúde dos indivíduos.

pdf Opções de Anticoncepção na Adolescência  Publicado Popular

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Fasciculo 17.pdf

Apesar de a taxa de gestação na adolescência ter-se mantido estável nos últimos anos, como resultado de discreto aumento no uso de contraceptivos, ela se elevou na faixa de 12 a 15 anos. As gravidezes indesejadas são predominantemente fruto de emprego incorreto ou inconsistente de contraceptivos, e não de falha intrínseca ao método. Para evitar esse erro, a abordagem lógica é empregar métodos contraceptivos reversíveis com pequena diferença entre eficácia (índice de Pearl) e efetividade, cujo resultado dependa menos da usuária. São exemplos os implantes subdérmicos e os dispositivos intrauterinos (DIU), atualmente denominados métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (em inglês, long-acting reversible contraception – LARC). Se a opção for ainda usar anticoncepcionais orais combinados (AOC), de administração diária, deve-se atentar à dose de estrógeno (em relação aos efeitos sobre densidade mineral óssea na adolescência) e ao tipo de progestágeno (para evitar trombose venosa profunda em qualquer faixa etária).

pdf PD&I: o uso racional “nasce” antes do medicamento  Publicado Popular

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uso racional nasce_F002.pdf

O conceito de uso racional de medicamentos (URM) está relacionado e, otimamente, deve influenciar todos os macroprocessos da assistência farmacêutica, inclusive aqueles macroprocessos que antecedem a utilização
propriamente dita do medicamento – vide fascículo de apresentação desta série.

Apesar de causar estranheza a alguns, o URM “nasce” antes mesmo de o medicamento existir, servindo para balizar sua concepção, a partir do momento em que informações clínicas, epidemiológicas, demográficas, socioeconômicas
da população e também informações estruturais e orçamentárias do sistema de saúde são utilizadas para orientar as prioridades para pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), seja para novos fármacos, novos medicamentos, novas apresentações farmacêuticas (doses, formas, posologia, mecanismos para administração) ou mesmo para novos processos produtivos que possam ser mais efetivos.

PD&I à luz do conceito de URM, considerando as reais necessidades de saúde pública e não apenas aspectos financeiros e  mercadológicos, favorecem o desenvolvimento de apresentações farmacêuticas especiais para determinadas faixas etárias, condições clínicas e outras  particularidades de grupos populacionais; o desenvolvimento de medicamentos para doenças negligenciadas, doenças raras e para doenças de alta carga; a substituição ou aprimoramento de formulações de medicamentos órfãos; além da diminuição dos custos relativos aos processos produtivo e de  comercialização de fármacos e medicamentos; contribuindo assim para que a farmacoterapia empregada a um indivíduo ou população tenha qualidade, seja efetiva, segura e tenha a melhor relação resultado/custo possível.

pdf Planejamento, Programação e Aquisição: prever para prover  Publicado Popular

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Fasciculo 10.pdf

A assistência farmacêutica desenvolve um conjunto de atividades relacionadas aos serviços de abastecimento em que o planejamento, a programação e a aquisição de medicamentos têm um papel fundamental para assegurar o acesso e o uso racional de medicamentos. O planejamento fornece um conjunto de informações gerenciais obtidas a partir do levantamento de informações epidemiológicas, da definição da organização dos serviços, do financiamento, da padronização de medicamentos, da gestão de estoques e da infraestrutura de recursos humanos, físicos e materiais que permitirão à equipe responsável pela programação definir o quê, para quem, quando e quanto comprar. Neste sentido, a programação deve estabelecer normas e procedimentos com definição de método de trabalho, das atribuições, responsabilidades e prazos, dos instrumentos apropriados e da periodicidade e métodos. Elaborada a programação, inicia-se o processo de aquisição o qual reúne uma série de procedimentos com o objetivo de disponibilizá-los em quantidade e qualidade adequadas ao menor custo, visando manter a regularidade e assegurar a efetividade das intervenções em saúde com o uso destes produtos.

pdf Prefácio  Publicado Popular

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Prefacio_URM_2.pdf

Nessa nova série de fascículos intitulada “Uso Racional de Medicamentos: fundamentação em condutas terapêuticas e nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica” decidiu-se, portanto, aproveitar o modelo de serviços farmacêuticos baseados em APS constante no documento anteriormente mencionado e utilizar a proposta de gestão por processos. Assim, construiu-se um mapa de processos para a assistência farmacêutica em seu conceito mais amplo, de acordo com a definição constante na Política Nacional de Assistência
Farmacêutica. Nessa proposta, considerou-se que o processo-chave é aquele que está diretamente relacionado com o paciente, destacando a prescrição, dispensação, administração do tratamento e o monitoramento e avaliação da farmacoterapia; já como processos estratégicos considerou-se a investigação, o desenvolvimento e inovação, o registro e autorização, a produção e a avaliação e incorporação; finalmente como processos de apoio destacou-se o sistema de provisão de medicamentos, incluídos planejamento, programação, aquisição, armazenamento e distribuição.

pdf Prescrição: o que levar em conta?  Publicado Popular

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Fasciculo 014a.pdf

A prescrição compreende a receita escrita de um plano terapêutico elaborado por profissionais legalmente habilitados, mas que pode se perder quando o paciente ou seus familiares não entende o que foi prescrito. Cabe às universidades formadoras dos profissionais prescritores e aos gestores dos serviços de saúde assumir um papel em educar e acompanhar todas as questões essenciais relacionados à prescrição segura e racional. Na tentativa de sanar essa lacuna na educação dos prescritores alguns manuais, das entidades de classes, abordam as regras para uma boa prescrição, entretanto, na prática profissional não há grande impacto como medida educativa ou corretiva.

Diversos trabalhos científicos apresentam erros ocorridos na assistência à saúde que resultam em eventos adversos evitáveis. Os erros ocorrem durante a prescrição, a administração, a transcrição e a dispensação de medicamentos. Face à preocupação social acerca da segurança do paciente, tema destacado nos últimos anos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, com base nos dados disponíveis na literatura, esse fascículo trata dos principais aspectos legais e práticos para uma boa prescrição.

pdf Prevenção Primária de Cardiopatia Isquêmica: medidas não medicamentosas e medicamentosas  Publicado Popular

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Fasciculo 5.pdf

Apesar do discreto declínio de mortalidade em muitos países, cardiopatia isquêmica persiste como causa maior de morte entre as doenças crônicas não transmissíveis. Neste fascículo, revisam-se as medidas não medicamentosas e medicamentosas indicadas para sua prevenção primária. Dieta saudável, com padrão mediterrâneo, pobre em sal, adequada às necessidades calóricas, abstenção do fumo, controle metabólico em pacientes com diabetes, com metformina em pacientes com diabetes tipo II, controle estrito da hipertensão e estatinas são as medidas indicadas. Ácido acetilsalicílico pode ser considerado em indivíduos de alto risco cardiovascular e baixo risco de sangramento. A implementação dessas medidas pode contribuir para a aceleração do declínio na incidência de cardiopatia isquêmica.

pdf Produção: a corda bamba entre o mercado e as necessidades de saúde pública  Publicado Popular

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Fasciculo 4.pdf

O fascículo discute o conflito existente entre a lógica de mercado, baseada em lucro e competição, e as necessidades de saúde pública. Parte do princípio que a enumeração das principais situações que se depara o gestor da saúde na rotina de aquisição de produtos estratégicos é também percebida pelo cidadão em situações de escassez de produtos importantes para a sua saúde, com reflexos na elevação de preços e a demora no atendimento de sua condição, dificultando a acessibilidade ao sistema de saúde.

A discussão baseia-se na vivência da rotina do gestor de saúde no nível federal – Ministério da Saúde – com exemplos de situações que denotam as dificuldades na aquisição de produtos estratégicos à população no mercado farmacêutico altamente competitivo. Tal condição torna o SUS vulnerável, dado que o País não apresenta forte base produtiva nacional de insumos estratégicos, sendo agravada pelo subfinanciamento do sistema da saúde como um todo.

Analisando, a partir das dimensões das causas gerais que promovem o desabastecimento de produtos, judicializações e patentes, as bases que contribuem para as políticas públicas indutoras do fortalecimento do Complexo Industrial da Saúde e a redução da condição de vulnerabilidade do SUS, permite-se também enumerar o que é necessário para que o País contorne tal cenário. Além disso, tal análise permite avaliar o reflexo no aumento dos gastos com a saúde que podem inviabilizar as políticas de assistência em andamento e a melhoria da percepção da condição de saúde pelos cidadãos.