Fundada em 1902 em resposta a um surto de febre amarela que começou na América Latina e se espalhou para os Estados Unidos da América, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Em seu papel como agência de saúde especializada do sistema interamericano e Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, a OPAS vem transformando há mais de um século a cooperação regional em resultados concretos de saúde, desde a erradicação da varíola até a eliminação do sarampo, da rubéola e do tétano neonatal e a redução da mortalidade infantil, entre outras realizações.
Hoje, a OPAS atende 35 Estados Membros e mais de 1 bilhão de pessoas por meio de uma combinação única de presença nos países, plataformas regionais e conhecimento técnico que nenhuma nação conseguiria manter sozinha.
A OPAS tem sua própria constituição e personalidade jurídica independente, o que a torna uma entidade distinta dentro do sistema multilateral. Em 1948, a OPAS e a OMS assinaram um acordo segundo o qual a OPAS atua como Escritório Regional da OMS para as Américas, sem que isso altere sua autonomia institucional.
Essa dupla identidade confere à Região uma grande vantagem
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Prestação de contas diretamente aos Estados Membros por meio dos órgãos diretores da própria OPAS.
Acesso a redes técnicas, orientações normativas e sistemas de resposta coordenados em âmbito mundial da OMS.
Capacidade de estabelecer prioridades regionais, gerenciar recursos e responder a desafios sanitários específicos da Região das Américas.
A OPAS é administrada pela Conferência Sanitária Pan-Americana (celebrada a cada cinco anos), pelo Conselho Diretor (anual) e pelo Comitê Executivo. As decisões são tomadas pelos Estados Membros.
Os ministros da Saúde da Região das Américas compartilham como a cooperação técnica com a OPAS fortalece seus sistemas nacionais de saúde.
A parceria da Jamaica com a Organização Pan-Americana da Saúde gerou um impacto real e mensurável para a nossa população. Em 2025, a preparação nacional para emergências foi fortalecida por meio de capacitação específica, aprimoramento da análise de riscos e um sistema de saúde mais resiliente. Esses investimentos foram fundamentais quando fomos atingidos pelo furacão Melissa.
Dr. Cristopher Tufton
Ministro da Saúde e do Bem-Estar da Jamaica
Gostaríamos de agradecer e reconhecer o trabalho conjunto: o progresso rumo à saúde universal; na prevenção e no controle de doenças, na saúde mental e na melhor atenção a doenças não transmissíveis, bem como na eliminação de doenças transmissíveis; e na área de emergências e desastres (...) A OPAS tem sido um aliado fundamental. Agradecemos à OPAS por seu compromisso com o Chile.
Dra. Ximena Aguilera Sanhueza
Ministra da Saúde do Chile (2022 a 2026)
A colaboração da Organização Pan-Americana da Saúde acompanhou e fortaleceu as iniciativas que a República Dominicana considerava fundamentais para a transformação de seu sistema de saúde.
Dr. Víctor Atallah
Ministro da Saúde Pública da República Dominicana
A OPAS alcançou um marco importante na mobilização de recursos, refletindo os resultados de uma estratégia de parcerias fortalecidas, melhor posicionamento institucional e maior visibilidade em plataformas mundiais e regionais.
O nível recorde de contribuições voluntárias fortalece a resiliência financeira da OPAS e confirma seu papel como um parceiro de confiança para gerar um impacto sustentável na saúde.
A mobilização antecipada de recursos proporciona maior previsibilidade e estabilidade de financiamento, permitindo que a OPAS responda de forma mais eficaz às prioridades de saúde.
Os compromissos de financiamento de mais longo prazo vão além da execução imediata, garantindo a continuidade em biênios futuros e protegendo os ganhos em saúde duramente conquistados.
0 países da Região eliminaram a malária, inclusive o Suriname, que em junho de 2025 se tornou o primeiro país da região amazônica a atingir esse marco. Esse avanço reflete décadas de investimento sustentado em vigilância, diagnóstico oportuno, tratamento efetivo e apoio a populações remotas e de difícil acesso em ambientes amazônicos desafiadores.
0 crianças com câncer do Equador receberam medicamentos essenciais por meio da Plataforma Mundial de Acesso a Medicamentos contra o Câncer Infantil da OMS e do hospital St. Jude em 2025, que também:
Mais de US$ 0 milhões em vacinas, tecnologias em saúde e insumos foram adquiridos para os Estados Membros através dos Fundos Rotativos Regionais ao longo de 2025, apoiando os ministérios da Saúde de 33 países. O estoque de doses de vacina aumentou de 224 milhões em 2024 para 234 milhões, o dos testes de diagnóstico aumentou em 30% e o dos testes de malária dobrou em comparação com o ano anterior, demonstrando o papel crucial dos Fundos para garantir o acesso a insumos de saúde de qualidade a preços acessíveis.
0 países avançaram na integração dos serviços para doenças não transmissíveis na atenção primária à saúde, como o Chile, onde 2,2 milhões de pessoas recebem atendimento para hipertensão arterial em 544 clínicas, e o México, onde a cobertura do controle da hipertensão arterial e do diabetes aumentou de 3,8% para 33,8%, chegando a 34 milhões de pessoas.
0 países da Região das Américas agora participam da Rede Global de Certificação de Saúde Digital, permitindo uma interoperabilidade transfronteiriça segura e o uso de certificados digitais de vacinação. Depois da COVID-19, estão sendo implementados certificados digitais de febre amarela, e El Salvador e Costa Rica são os primeiros países do mundo a alcançarem esse marco. Mais de 10 mil trabalhadores da saúde concluíram o Programa de Letramento Digital da OPAS, e 7 países implementaram a Plataforma de Telessaúde All-in-One da OPAS, expandindo o acesso a cuidados especializados em áreas remotas e desassistidas.