Lançamento de novas estimativas sobre a prevalência da violência contra as mulheres nas Américas

Lançamento de novas estimativas sobre a prevalência da violência contra as mulheres nas Américas
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Junte-se a nós na segunda-feira, 24 de novembro, às 10:00 (horário de Washington, D.C. ou EST), no evento “Lançamento de novas estimativas sobre a prevalência da violência contra as mulheres nas Américas”. Este evento contará com um público híbrido, incluindo importantes partes interessadas em Washington, DC, como embaixadas junto à Organização dos Estados Americanos e instituições parceiras, que serão convidadas presencialmente. Além disso, a conexão virtual via Zoom será amplamente divulgada na região com o objetivo de envolver um público amplo interessado na eliminação da violência contra mulheres e meninas. 

Objetivos

  • Apresentar formalmente as novas estimativas sobre violência cometida por parceiro íntimo e violência sexual ocorrida fora de relacionamento nas Américas.
  • Dar visibilidade à magnitude da violência contra as mulheres nas Américas e às medidas que funcionam para preveni-la.
  • Destacar exemplos de boas práticas sobre como os países e seus parceiros têm avançado nesse importante tema nas Américas.
  • Evidenciar a necessidade de financiamento e cooperação que apoiem a prevenção da violência e o trabalho de organizações e redes de mulheres na região.

Como participar


Agenda

10:00 a.m. Abertura e palavras de boas-vindas

  • Organização Panamericana da Saúde
  • ONU Mulheres
  • Banco Mundial

Lançamento das estimativas das Américas

10:20 a.m. Mesa redonda entre representantes de alto nível em formato de perguntas e respostas, facilitada por uma moderadora, em torno das seguintes questões:

  • Por que essas novas estimativas sobre a violência contra as mulheres são importantes?
  • Que lições podem ser extraídas desses dados e do trabalho realizado para prevenir a violência contra as mulheres nas Américas?
  • Por que o financiamento estável e contínuo é fundamental para acelerar a resposta à violência contra mulheres e meninas?
  • Quais medidas prioritárias são necessárias para enfrentar a violência contra mulheres e meninas em todas as suas formas na região?

11:45 a.m. Conclusões e palavras de encerramento


Antecedentes

A violência contra as mulheres e meninas constitui uma das violações mais generalizadas dos direitos humanos e um problema estrutural com graves repercussões para a saúde pública, o desenvolvimento e a construção de sociedades mais igualitárias. Seus efeitos vão muito além das mulheres diretamente afetadas, impactando profundamente as famílias, as comunidades e o desenvolvimento econômico e social dos países. Apesar de ser prevenível, seus níveis na América Latina e no Caribe permanecem alarmantes. 

As organizações de mulheres têm impulsionado, há décadas, os apelos à ação para sua eliminação. Em 1993, os Estados Membros das Américas reconheceram a violência contra as mulheres como um importante problema de saúde pública e comprometeram-se a preveni-la. Em 1994, esse compromisso foi fortalecido com a adoção da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, também conhecida como Convenção de Belém do Pará.

Dispor de dados atualizados sobre a magnitude da violência na região é essencial para orientar a formulação de políticas baseadas em evidências. Em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) incluíram pela primeira vez indicadores específicos sobre a violência contra as mulheres, enquadrando a prevalência da violência por parceiro íntimo e da violência sexual fora do relacionamento como um obstáculo central ao desenvolvimento sustentável. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) é a guardiã do indicador 5.2.1 dos ODS e tem o mandato de publicar estimativas mundiais, regionais e nacionais sobre a violência por parceiro íntimo e a violência sexual fora do relacionamento em nome do Grupo de Trabalho Interagencial das Nações Unidas sobre Estimativas e Dados sobre a Violência contra a Mulher (IAWG-ED).

Na nossa região, a importância da medição da violência foi reafirmada pelos Estados Membros das Américas na Estratégia e Plano de Ação sobre a Violência contra as Mulheres da OPAS, 2015–2025, bem como nos debates entre países sobre o Plano Estratégico da OPAS, 2026–2031. O lançamento das estimativas também é oportuno porque antecede a Cúpula das Américas e seus intercâmbios entre líderes governamentais sobre segurança hemisférica.

Por esses motivos, a publicação das novas estimativas em 2025 constitui um marco estratégico para as Américas: não apenas atualizará o panorama da violência na região, mas também permitirá fortalecer a responsabilização e orientar políticas públicas mais eficazes.

Este evento de lançamento, no marco dos 16 Dias de Ativismo de 2025, é uma oportunidade única para dar visibilidade aos novos dados, mobilizar vontades políticas e abrir um diálogo sobre quais intervenções demonstraram ser eficazes para prevenir, responder e erradicar a violência contra mulheres e meninas na região.


Horário em outras cidades

  • 7:00 a.m. – Los Angeles, Vancouver.
  • 8:00 a.m. – Guatemala City.
  • 9:00 a.m. – Belmopan, Mexico City, Managua, San José (CR), San Salvador, Tegucigalpa.
  • 10:00 a.m. - Bogotá, Panamá City, Kingston, Lima, Quito, Ottawa, Havana, Nassau, Port-au-Prince, Washington D.C.
  • 11:00 a.m. – Bridgetown, Caracas, Georgetown, La Paz, Port of Spain,  San Juan, Santo Domingo.
  • 12:00 p.m. – Asunción, Buenos Aires, Brasilia, Montevideo, Paramaribo, Santiago.
  • 4:00 p.m. – Geneva, Madrid.

Para outras cidades, consulte o horário local neste link.