Acelerando a redução da mortalidade materna

Acelerando a redução da mortalidade materna

Participe conosco na quinta-feira, 19 de fevereiro, às 11h00 (horário de Washington, D.C. ou ET) para o evento "Acelerando a redução da mortalidade materna: fortalecendo o acesso a medicamentos e tecnologias essenciais para a saúde da mulher, materna, neonatal e reprodutiva nas Américas"

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Apesar dos avanços nos últimos anos, as mortes maternas e neonatais evitáveis continuam sendo um grande desafio nas Américas. Desigualdades persistentes no acesso a serviços e insumos essenciais de saúde continuam afetando as populações mais vulneráveis. Fortalecer o acesso a intervenções de alto impacto — como medicamentos essenciais, tecnologias de saúde materna e neonatal, e planejamento familiar moderno — é fundamental para reduzir a mortalidade e melhorar os resultados para mulheres e recém-nascidos em toda a região.

Este webinar tem como objetivo promover a colaboração regional e reforçar a capacidade dos países de garantir a disponibilidade equitativa desses insumos de saúde críticos. Ao compartilhar experiências, discutir obstáculos e apresentar as estratégias técnicas da OPAS, a sessão busca apoiar os Estados Membros no avanço de ações baseadas em evidências que acelerem a redução da mortalidade materna e neonatal.

Objetivos especificos 

  • Compreender as barreiras de acesso, os desafios e as necessidades dos Estados-Membros relacionados às tecnologias de saúde para a saúde da mulher, materna, neonatal e reprodutiva. 
  • Apresentar os pacotes técnicos e as estratégias regionais da OPS para ampliar o acesso a produtos essenciais para a saúde materna e neonatal. 
  • Facilitar o diálogo e a troca de experiências entre países alinhados aos marcos regionais e globais. 
  • Promover a colaboração intersetorial e a mobilização de recursos para fortalecer as cadeias de suprimento. 
  • Identificar oportunidades de cooperação técnica e de consolidação da demanda para os próximos ciclos de compras (compras ad hoc de 2026 e planejamento da demanda de 2027).

Como participar?


Agenda 

11: 11h00 – Palavras de boas-vindas

Christopher Lim, Chefe de Unidade, Fundo Estratégico, Fundos Rotativos Regionais (RRF), OPAS

11: 11h02 – Marco da OPS para intervenções que reduzam a mortalidade materna e perinatal

James Fitzgerald, Diretor de Sistemas e Serviços de Saúde (HSS), OPAS

11: 11h12 – Desafios regionais e avanços na saúde materna e perinatal

Suzanne Serruya, Chefe de Unidade, Saúde Materna, Neonatal e Reprodutiva das Mulheres, Sistemas e Serviços de Saúde (HSS), OPAS

11: 11h22 – Pacotes Técnicos para a Saúde Materna e Neonatal e o Fortalecimento da Cadeia de Suprimentos

Santiago Cornejo, Gerente Executivo, Fundos Rotativos Regionais (RRF), OPAS

11: 11h32 – Painel: Experiências de países

  • República Dominicana – Por confirmar
  • Colombia – Por confirmar
  • Brasil – Por confirmar

11: 11h57 – Conclusão e comentários finais

OPAS - Por confirmar


Contexto

Apesar dos avanços, as mortes maternas e neonatais evitáveis continuam sendo uma preocupação nas Américas. Em 2020, a América Latina e o Caribe registraram uma morte materna a cada hora, com uma taxa de mortalidade materna de 88 por cada 100.000 nascidos vivos, níveis que não eram vistos há mais de vinte anos. As desigualdades no acesso aos serviços de saúde persistem, afetando comunidades vulneráveis. Até 2019, mais de 15 milhões de óbitos neonatais e por condições neonatais e anomalias congênitas eram registrados.

A planificação familiar moderna é uma intervenção altamente custo-efetiva e reduz a mortalidade materna e perinatal. Na região, onde 66,7% das mulheres utilizam algum método anticoncepcional, milhões de gestações indesejadas, abortos inseguros e mortes maternas foram evitados, reduzindo a mortalidade materna em cerca de 30%. A gravidez precoce na adolescência aumenta o risco de morte materna e provoca resultados perinatais adversos. Ampliar o acesso à anticoncepção entre adolescentes, especialmente em ambientes de maior vulnerabilidade, é fundamental, pois mais de 60% das mortes maternas ocorrem nesses contextos.

A OPAS possui uma estratégia regional para acelerar a redução da mortalidade materna, focando na governança, na atenção primária, no fortalecimento da força de trabalho e no empoderamento de mulheres e comunidades. Em nível global, a OPAS apoia o Plano de Ação para Todos os Recém-Nascidos (ENAP), que tem como objetivo acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos até 2030, sendo que 80% dessas mortes podem ser prevenidas por meio de intervenções como antibióticos e reanimação neonatal.

Esses esforços estão alinhados às estratégias globais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. As causas de mortalidade materna—hemorragias, transtornos hipertensivos, sepse e abortos inseguros—exigem melhor acesso a medicamentos e suprimentos de emergência. A anticoncepção imediata após o parto, com métodos reversíveis de ação prolongada e treinamento dos profissionais de saúde pela OPAS, pode reduzir a mortalidade materna em pelo menos 30%.

A prematuridade, os defeitos congênitos, as infecções e a asfixia são as principais causas de mortalidade neonatal. A COVID-19 expôs vulnerabilidades na cadeia de suprimentos, evidenciando a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde.

Garantir o acesso e a disponibilidade de medicamentos essenciais, dispositivos médicos e equipamentos adequados é fundamental para a implementação eficaz da Iniciativa de redução da mortalidade materna e perinatal, por meio do mecanismo regional dos Fundos Rotatórios. A atenção obstétrica e neonatal requer suprimentos específicos, incluindo oxitocina e misoprostol para a prevenção e o manejo de hemorragias pós-parto; sulfato de magnésio para o tratamento de pré-eclâmpsia e eclâmpsia; antibióticos para infecções maternas e neonatais; métodos anticonceptivos de longa duração (LARC); e equipamentos essenciais como incubadoras, monitores fetais, dispositivos de sucção e equipamentos de reanimação neonatal. Nesse contexto, os Fundos Rotatórios Regionais da OPAS, com o apoio de HSS, IMT e PRO, desenvolveram pacotes integrados que permitem aos Estados Membros adquirir esses suprimentos de forma conjunta e segura, garantindo sua disponibilidade nos centros de atenção e contribuindo para salvar vidas por meio de intervenções oportunas, baseadas em evidências.


Horário em outras cidades

  • 8h00 – Los Angeles, Vancouver.
  • 10h00 - Belmopan, Cidade da Guatemala, Manágua, Cidade do México, San Salvador, San José (CR), Tegucigalpa.
  • 11h00 - Bogotá, Havana, Kingston, Lima, Porto Príncipe, Nassau, Ottawa, Cidade do Panamá, Quito, Washington D.C.
  • 12h00 – Bridgetown, Caracas, Georgetown, La Paz, Port of Spain, San Juan, Santo Domingo, Saint George´s, Saint John´s (Antígua).
  • 13h00 - Assunção, Buenos Aires, Brasília, Montevidéu, Paramaribo, Santiago.
  • 17h00 – Genebra, Madrid.

Para outras cidades, consulte o horário local neste link.