Trinta e dois países e territórios das Américas detectaram infecção por uma das três 'variantes de preocupação', alerta OPAS

26 mar 2021
Variants of concern” of the virus that causes COVID-19, SARS-CoV-2

Washington D.C., 26 de março de 2021 (OPAS) — A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmou que 32 países e territórios das Américas notificaram a presença de pelo menos uma das três “variantes de preocupação” do vírus SARS-CoV-2, que causa a COVID-19, de acordo com uma nova atualização epidemiológica.

Essas variantes podem aumentar a transmissibilidade do vírus e sua virulência ou diminuir a eficácia das medidas de saúde pública e sociais ou diagnóstico, vacinas e terapêutica, embora ainda haja muito a ser aprendido sobre elas.

As medidas atuais para reduzir a transmissão - incluindo lavagem frequente das mãos, uso de máscaras, distanciamento físico, boa ventilação e evitar aglomerações ou ambientes fechados - continuam atuando contra as novas variantes, reduzindo a quantidade de transmissão viral e, portanto, reduzindo também a probabilidade de mutação do vírus.

Os países e territórios que notificaram uma ou mais dessas variantes são Argentina, Aruba, Barbados, Belize, Brasil, Bonaire, Canadá, Ilhas Cayman, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçao, República Dominicana, Equador, Guiana Francesa, Guadalupe, Jamaica, Martinica, México, Panamá, Peru, Porto Rico, São Bartolomeu, São Martinho, Santa Lúcia, Trinidad e Tobago, Turcas e Caicos, Estados Unidos da América, Uruguai e Venezuela.

Desde a identificação inicial do novo coronavírus, mais de 845 mil sequenciamentos de genoma foram compartilhados globalmente por meio de bancos de dados acessíveis ao público. “A capacidade de monitorar os dados quase em tempo real tem impacto direto na resposta da saúde pública à pandemia de COVID-19, permitindo identificar mudanças nos padrões epidemiológicos, na virulência ou na diminuição da eficácia terapêutica, entre outras mudanças”, pontua a atualização da OPAS.

Até o momento, três variantes – identificadas inicialmente no Reino Unido, África do Sul e Brasil e conhecidas como B.1.1.7, B.1.351 e B.1.1.28.1 – foram classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variantes de preocupação em consulta com o Grupo de Trabalho da OMS sobre a Evolução do SARS-CoV-2. Variantes em outra categoria, variantes de interesse, cobrindo três tipos adicionais, foram registradas no Brasil, nos Estados Unidos e em seis outros países e territórios.

A atualização epidemiológica diz ainda que “dados os requisitos de recursos significativos necessários para sequenciar todas as amostras na região para identificar variantes, a OPAS continua trabalhando em estreita colaboração com os laboratórios dos países das Américas para ajudar a identificar as amostras que devem ser priorizadas para sequenciamento genômico”.

Até o momento, 21 países participam da Rede de Vigilância Genômica COVID-19, com laboratórios de sequenciamento de referência no Brasil e no Chile. A OPAS está trabalhando junto com os países da região para expandir e fortalecer a rede regional, pois esse mecanismo será fundamental para rastrear a propagação ou surgimento de novas variantes de preocupação. A OPAS também está apoiando estudos epidemiológicos no Brasil para entender os padrões de transmissão, reinfecção e gravidade dos casos das diferentes variantes que estão circulando.