• Educação de recursos humanos para a saúde

Educação de recursos humanos para a saúde

O trabalho no campo da educação de recursos humanos para a saúde (RHS) é essencial para que a disponibilidade, acessibilidade, aceitabilidade e qualidade dos RHS sejam adequadas. É preciso transformar a educação dos profissionais de saúde para alcançar a saúde universal para todas as pessoas em todos os lugares e construir sistemas de saúde resilientes, com redes integradas de serviços de saúde e um primeiro nível de atenção à saúde forte e resolutivo.

A quarta linha estratégica da Política sobre a força de trabalho em saúde para 2030: fortalecendo os recursos humanos para a saúde para alcançar sistemas de saúde resilientes refere-se a fomentar o desenvolvimento e o fortalecimento das capacidades do pessoal de saúde para abordar as prioridades de saúde das populações e para a preparação e resposta a emergências de saúde pública, destacando:

  • A colaboração entre os setores de educação e saúde por meio do ensino baseado em competências, principalmente para equipes multiprofissionais do primeiro nível de atenção.
  • As estratégias de formação ao longo da vida baseadas em itinerários formativos flexíveis, que incorporem microcredenciais vinculadas aos processos de regulação e que permitam a participação de entidades de classe e parcerias entre instituições educativas públicas e privadas em seu desenvolvimento.
  • A utilização e ampliação do acesso ao Campus Virtual de Saúde Pública da OPAS como espaço de convergência para objetos de aprendizagem de alta qualidade.

A OPAS busca ajudar os Estados Membros a assegurar a disponibilidade adequada da força de trabalho em saúde (44,5 profissionais de saúde por 10 mil habitantes) capacitada, culturalmente e linguisticamente apropriada e bem distribuída; e fortalecer a qualidade da formação dos profissionais de saúde em cooperação com o setor de educação através de sistemas de avaliação e credenciamento de instituições de ensino e programas de graduação.

Fonte: Política sobre a força de trabalho em saúde para 2030: fortalecendo os recursos humanos para a saúde para alcançar sistemas de saúde resilientes.

Estatísticas da Região das Américas

:: Notas

As informações do último ano disponível para os países da Região com dados das Contas Nacionais da Força de Trabalho em Saúde (CNFTS) sobre o número de formados em medicina foram atualizadas em dezembro de 2022.
  1. Informações de 9 dos 35 países da Região com dados nas CNFTS.
  2. Informações de 22 dos 35 países da Região com dados nas CNFTS.
  3. Informações de 19 dos 35 países da Região com dados nas CNFTS.
  4. Informações de 12 dos 35 países da Região com dados nas CNFTS.
  • Existe uma lacuna de mais de 18 milhões de profissionais no mundo e mais de 2 milhões na Região das Américas. Os mais afetados são o primeiro nível de atenção, grupos em situação de vulnerabilidade e áreas rurais.1,2
  • Os atuais modelos de educação de pessoal focados em doenças, com deficiências na qualidade do ensino superior, mecanismos de seleção inadequados e alto índice de desistência, dificultam a formação de mais e melhores profissionais para trabalhar no setor da saúde.3,4
  • Persiste uma situação crônica em relação a lacunas de habilidades, disponibilidade e acessibilidade de RHS, que se exacerbou durante a pandemia de COVID‑19 e gerou algumas lições aprendidas sobre a educação do pessoal ativos e em formação.5

:: Fontes

  1. Frenk J, Chen LC, Chandran L, Groff EOH, King R, Meleis A, et al. Challenges and opportunities for educating health professionals after the COVID-19 pandemic. The Lancet [Internet]. octubre de 2022;400(10362):1539–56. Disponible en: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(22)0209…
  2. Frenk J, Chen L, Bhutta ZA, Cohen J, Crisp N, Evans T, et al. Health professionals for a new century: Transforming education to strengthen health systems in an interdependent world [Internet]. Vol. 376, The Lancet. 2010. Disponible en: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)61854-5/fulltext
  3. Vieira do Nascimento D, Roser-Chinchilla Jaime, Mutize T akudzwa. Hacia el acceso universal a la educación superior: tendencias internacionales [Internet]. UNESCO, editor. Disponible en: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000375683?posInSet=1&queryId=a22c64ea-fdb2-4f4d-80d3-67068d4ca618
  4. Organización Mundial de la Salud. Estrategia mundial de recursos humanos para la salud: personal sanitario 2030. Vol. 132, 69a Asamblea Mundial de la Salud. 2016
  5. Organización Panamericana de la Salud. Política sobre el personal de salud 2030: fortalecimiento de los recursos humanos para la salud a fin de lograr sistemas de salud resilientes. [Documento CD60/6]. 60.o Consejo Directivo, 75.a Sesión del Comité Regional de la OMS para las Américas; del 25 al 29 de septiembre del 2023. [Internet]. Washington; 2023. Disponible en: https://www.paho.org/es/documentos/cd606-politica-sobre-personal-salud-…
  • Ainda há dificuldades para garantir acesso adequado e sustentável à educação para todo o pessoal de saúde.  Isso impede a criação e a manutenção de uma força de trabalho suficiente, qualificada e bem distribuída para todos os níveis de atenção à saúde.
  • Modelos educacionais predominantemente clínicos, que tendem à hiperespecialização e estão voltados para atender às necessidades de saúde de populações de alta renda ou em contextos urbanos têm um efeito adverso sobre a meta de saúde universal para todas as pessoas, em todos os lugares.  Além disso, estes modelos limitam o acesso à educação do pessoal das zonas rurais e desfavorecidas.1
  • As mudanças no contexto mundial, caracterizadas por maior diversidade e interconexão sociocultural e inovações tecnológicas e neurocientíficas, aliadas ao crescimento econômico desigual, intolerância e violência, estresse ecológico, mudança do clima e modelos de desenvolvimento insustentáveis, reafirmam a necessidade de uma educação mais sustentável e universal.2,3
  • A transformação da educação reside na necessidade de aumentar o acesso universal e a qualidade do ensino superior e da saúde. Os desafios incluem as desigualdades entre territórios, a pobreza, as situações de crise e emergência, a mobilidade geográfica e a discriminação, que também afetam os profissionais de saúde.4,5

:: Fontes

  1. Evans T, Araujo E, Herbst C, Pannenborg O. Transforming Health Workers’ Education for Universal Health Coverage: Global Challenges and Recommendations. World Health Popul [Internet]. el 30 de septiembre de 2017;17(3):70–80. Disponible en: https://doi.org/10.12927/whp.2017.25304.
  2. Organización Panamericana de la Salud. Cómo atraer, captar y retener al personal de salud en zonas rurales, remotas y desatendidas. Una revisión rápida [Internet]. OPS; 2022. Disponible en: https://iris.paho.org/handle/10665.2/55873.
  3. UNESCO. Replantear la educación: ¿Hacia un bien común mundial? Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura [Internet]. 2015;43. Disponible en: https://www.unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000232697).
  4. Vieira do Nascimento D, Roser-Chinchilla Jaime, Mutize T akudzwa. Hacia el acceso universal a la educación superior: tendencias internacionales [Internet]. UNESCO, editor. Disponible en: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000375683?posInSet=1&queryId=a22c64ea-fdb2-4f4d-80d3-67068d4ca618 
  5. Organización Mundial de la Salud. Estrategia mundial de recursos humanos para la salud: personal sanitario 2030. Vol. 132, 69a Asamblea Mundial de la Salud. 2016)  

Nesse contexto, a OPAS está promovendo a Política sobre a força de trabalho em saúde para 2030: fortalecendo os recursos humanos para a saúde para alcançar sistemas de saúde resilientes, com uma linha de ação estratégica que enfatiza a importância de abordar a educação dos RHS, incluindo estratégias e planos de formação continuada baseados em competências; educação de equipes multiprofissionais em redes integradas de serviços de saúde com base na atenção primária à saúde (APS); elaboração de itinerários formativos flexíveis; e integração de tecnologias na formação de profissionais de saúde.

Transformação da educação

Transformação da educação

Educação multiprofissional

Educação multiprofissional

Qualidade da educação

Qualidade da educação
Principais recomendações relacionadas à educação da força de trabalho em saúde da Política sobre a força de trabalho em saúde para 2030

  • Contar com uma Política de RHS que inclua o desenvolvimento da grade curricular.
  • Investir de maneira suficiente e sustentada na educação.
  • Regular a qualidade da formação.
  • Desenvolver padrões que priorizem o conhecimento técnico-científico e as competências sociais.
  • Padronizar programas de aprendizado contextualizados.
  • Definir prioridades regulatórias para planos de formação continuada.
  • Regular as inovações e a utilização de ferramentas digitais.
  • Gerar microcredenciais, vinculadas a processos de regulação, registro e renovação de registro profissional.

  • Formar equipes multiprofissionais para o primeiro nível de atenção à saúde.
  • Desenvolver as novas competências necessárias.
  • Instruir as equipes em saúde digital.
  • Articular a colaboração entre os setores de educação e saúde por meio de ensino baseado em competências.
  • Fortalecer os perfis de competências e as carreiras profissionais.
  • Definir itinerários formativos flexíveis para a formação continuada.
  • Envolver entidades de classe e estabelecer parcerias entre instituições educativas públicas e privadas.
  • Ampliar a utilização da formação virtual, da simulação e das áreas de atuação.
  • Ampliar a utilização do Campus Virtual de Saúde Pública da OPAS e o acesso a esse recurso.

  • Contar com uma Política de RHS que inclua o desenvolvimento da grade curricular.
  • Investir de maneira suficiente e sustentada na educação.

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