Alcançando todas as regiões do país
Em Salvador, na Bahia, Maria, mãe de dois filhos, recebeu o diagnóstico positivo na 24ª semana de gestação. Ela havia procurado a unidade de atenção primária para agendar uma consulta de pré-natal quando realizou o teste rápido para HIV, que apresentou resultado reagente. Em seguida, foi encaminhada à unidade de tratamento do HIV.
No dia seguinte, após a consulta com o infectologista, iniciou a terapia antirretroviral. No segundo exame, sua carga viral já estava indetectável, o que garantiu uma gestação sem transmissão do HIV. Durante todo o processo, médicos, enfermeiras, assistentes sociais e até a equipe de limpeza ajudaram a criar um ambiente de cuidado que ela descreve como acolhedor.
“As testagens em massa e essa conexão com a comunidade são o que fortalecem a atenção primária. Assim, conseguimos alcançar o maior número possível de gestantes e, potencialmente, prevenir e evitar a transmissão vertical”, explica a enfermeira Hanna Silva, que atua na unidade de tratamento do HIV do Hospital Liberdade, em Salvador.
Seu filho, Ariel, nasceu de cesariana por indicação médica, com baixo peso, mas saudável. “Ver meu filho saudável é uma emoção muito grande. Ele mudou a minha vida. É meu anjo”, diz Maria.
A atenção primária à saúde como porta de entrada
Em todo o Brasil, histórias como as de Maria e Isabella compartilham um denominador comum: o cuidado. Muitas delas começam antes mesmo do pré-natal, com a realização de testes rápidos, ambientes acolhedores, vigilância ativa, sensibilidade dos profissionais de saúde e a confiança construída com cada mulher.
As testagens rápidas são simples, gratuitas e acessíveis e, para Maria Priscila, enfermeira que realiza testes rápidos há anos durante o pré-natal em uma unidade de atenção primária em Cacoal, podem ser transformadoras. “Em 20 minutos, conseguimos orientar, iniciar o cuidado e aliviar um enorme peso de medo. Quando elas entendem que o diagnóstico não impede que seus filhos nasçam saudáveis, tudo muda.”