Eliminação da transmissão vertical do HIV no Brasil

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O Brasil recebeu a certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV, tornando-se o maior e mais populoso país a alcançar essa certificação.

O país demonstra que a eliminação é possível em larga escala quando o cuidado centrado nas pessoas orienta as ações de saúde pública.

 

Leia o comunicado de imprensa

 

OPAS celebra conquista histórica do Brasil: eliminação da transmissão vertical do HIV

OPAS celebra conquista histórica do Brasil: eliminação da transmissão vertical do HIV

Washington, DC, 19 de dezembro de 2025 – A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) parabeniza o Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV, um marco histórico para a saúde pública nas Américas. Como o maior país do mundo a alcançar esse resultado, o Brasil reafirma sua liderança na promoção da cobertura universal de saúde por meio do seu Sistema Único de Saúde (SUS).

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Medico haciendo una ecografía a una mujer embarazada con VIH

Histórico recente da transmissão vertical do HIV no Brasil

Ao longo das últimas duas décadas, o Brasil avançou de forma consistente na eliminação da transmissão vertical do HIV, combinando políticas públicas sólidas, acesso universal aos serviços de saúde e investimentos contínuos em prevenção e tratamento. Apesar de sua grande população e diversidade regional, o país expandiu a testagem rotineira durante o pré-natal e garantiu o acesso oportuno à terapia antirretroviral para gestantes e recém-nascidos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) como pilar operacional da eliminação vertical permitiu a identificação precoce da gestação, a realização de testes de rotina, a rápida vinculação ao tratamento e o acompanhamento contínuo de gestantes e crianças expostas ao HIV. Agentes comunitários de saúde, visitas domiciliares e a busca ativa de casos desempenharam um papel fundamental para alcançar populações em situação de maior vulnerabilidade, inclusive em áreas remotas e de difícil acesso. 

O caminho rumo à eliminação

O Brasil adotou uma estratégia progressiva de certificação subnacional, reconhecendo estados e municípios que atingiram as metas de eliminação com base em ferramentas da OPAS/OMS adaptadas ao contexto nacional. Essa abordagem fortaleceu a organização local, promoveu maior uniformidade na aplicação dos protocolos e assegurou coerência nacional, ao mesmo tempo em que permitiu flexibilidade para responder às realidades locais.

 

O planejamento estratégico, o fortalecimento da APS e a coordenação entre os diferentes níveis de governo permitiram que o país cumprisse todos os critérios de eliminação, incluindo uma taxa de transmissão vertical inferior a 2% e cobertura superior a 95% de pré-natal, testagem rotineira para HIV e tratamento oportuno de gestantes e recém-nascidos. 

 

A avaliação incluiu análise de dados e visitas técnicas a serviços de saúde em diferentes regiões do país e foi conduzida por um comitê global de especialistas independentes, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

 

Medico estrechando la mano a paciente con VIH
Medico tomando una muestra
Test de VIH
Mujer embarazada con VIH
Medico y paciente estrechandose las manos
Mujer brasilera mirando a cámara con una sonrisa
Mujeres embarazadas en una sala de espera
Mujer encargada de control mirando a camara
Equipo de médicos y personal de OPS hablando
Medico y paciente embarazada hablando

Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO

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Dra. Maria Priscila
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO

Maria Priscila – Enfermeira da Atenção Primária (Cacoal, RO) 

Maria Priscila trabalha há mais de uma década no pré-natal da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cacoal, onde realiza diariamente centenas de testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites. Ela é, muitas vezes, a primeira pessoa a identificar um risco, e a primeira a estender a mão. Ao longo dos anos, viu medos virarem tranquilidade e diagnósticos precoces mudarem o futuro de muitas famílias. 

 

“A testagem rápida muda a história das pacientes. Em 20 minutos, conseguimos orientar, encaminhar e tirar um peso enorme do medo. Quando elas entendem que podem ter um bebê saudável, tudo se transforma.”

Dra. Camila Lira Borges – Infectologista (Salvador, BA)

A Dra. Camila acompanha gestantes vivendo com HIV desde o primeiro encaminhamento da atenção primária da saúde (APS). Para ela, o momento do diagnóstico é decisivo: cada minuto importa para reduzir riscos e garantir um acompanhamento tranquilo. Ela destaca o papel essencial da testagem precoce e da articulação entre APS e SAE (Serviço de Atendimento Especializado). 

 

“A atenção primária é fundamental. Quando conseguimos testar e diagnosticar precocemente, já conseguimos iniciar o tratamento imediatamente. É isso que protege o bebê.”

Dra. Camila Lira Borges
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO
Dr. Acioly
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO

Dr. Alex Acioly – Médico (Cacoal, RO)  

No SAE (Serviço de Atendimento Especializado) de Cacoal, o Dr. Alex acompanha gestantes vivendo com HIV desde o primeiro atendimento até o parto. Seu trabalho envolve consultas frequentes, educação em saúde e articulação com obstetras, psicólogos e enfermeiros. Ele lembra de casos de mães que chegaram desesperadas e saíram aliviadas quando entenderam que poderiam ter bebês saudáveis. 

 

“É muito importante mostrar que, com o tratamento adequado, uma mãe vivendo com HIV pode ter um filho saudável e levar uma vida normal. Esse é o nosso compromisso.”

Katiane Magarawa – Gestante indígena, Aldeia Suruí (Cacoal, RO) 

Katiane, da etnia Suruí, é acompanhada mensalmente pela equipe do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), que leva pré-natal e testagem rápida até a aldeia. Ela vê os testes como uma forma de proteção para si e para o bebê. 

 

“Eu confio no cuidado. A gente faz os testes para garantir que está tudo bem, é uma segurança para mim e para o meu bebê.”

Paciente mirando a camara
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO
Hana Silva
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO

Hanna Silva – Enfermeira (Salvador, BA)  

Todos os dias, Hanna recebe mulheres que chegam com dúvidas, receios e, muitas vezes, o impacto de um diagnóstico inesperado. Seu trabalho vai além da técnica: é acolhimento, vínculo e educação em saúde. Ela atua como ponte entre a atenção primária e o SAE (Serviço de Atendimento Especializado), assegurando continuidade do cuidado desde o teste até o acompanhamento especializado.

 

“As gestantes chegam com muito medo. A gente acolhe, explica, caminha junto. No fim, elas percebem que podem ter uma gestação segura, que elas não estão sozinhas.”

Dra. Arlete Baldez – Gerente de Vigilância Epidemiológica (AGEVISA-RO) 

Dra. Arlete coordena as ações de vigilância epidemiológica em Rondônia, acompanhando de perto cada gestante, bebê e serviço envolvido na prevenção da transmissão vertical do HIV. Seu trabalho conecta atenção primária, serviços especializados, maternidades e rede laboratorial, garantindo que nenhuma mulher ou criança se perca ao longo do cuidado. Ela explica que o fortalecimento do pré-natal, aliado à vigilância ativa e ao trabalho em rede, foi decisivo para proteger mães e bebês. 

 

“Quando colocamos tudo para funcionar em rede, pré-natal, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e acompanhamento até o pós-parto, conseguimos proteger a gestante e o bebê. Nosso objetivo é chegar aos 18 meses e dizer: não houve transmissão vertical.”

Arlete Baldez
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO

Joelma mirando a camara
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO

Joelma Melchiades – Agente Comunitária de Saúde, Cacoal (RO) 

Joelma atua há 20 anos como agente comunitária de saúde na Unidade Básica de Saúde (UBS) Cleide Gomes. Ela é um elo entre as gestantes e o sistema de saúde, garantindo busca ativa, orientação e continuidade do cuidado. 

 

“Nosso papel é muito relevante. Fazemos a busca ativa das gestantes porque esse tratamento é essencial, não só para elas, mas para o futuro do bebê.”

Jennifer – Gestante em acompanhamento na Atenção Primária à Saúde (Cacoal, RO)   

Jennifer realiza seu pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) em Cacoal, onde a testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites faz parte do cuidado de rotina. Para ela, esse primeiro passo é essencial para garantir segurança durante a gestação. 

 

“Sempre digo às mães: façam o pré-natal. A testagem dá tranquilidade para seguir a gestação com segurança, é saúde para a família inteira.”

Jennifer recibiendo atención
Photo credit: Harold Ruiz PAHO/WHO

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Brasil: Processo de certificação subnacional da eliminação da transmissão vertical do HIV


 

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