Brasil lança pesquisa sobre prevalência da COVID-19 na população, em parceria com OPAS

5 Maio 2021
PrevCOV será uma das pesquisas de maior abrangência sobre esse tema nas Américas e no mundo

Brasília, 5 de maio de 2021 – O Ministério da Saúde brasileiro lançou nesta quarta-feira (5) a Pesquisa de Prevalência de Infecção por SARS-CoV-2 no Brasil (PrevCOV). O estudo é feito em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A PrevCOV será uma das pesquisas de maior abrangência sobre esse tema nas Américas e no mundo. Será realizada em 27 capitais e suas regiões metropolitanas e envolverá 62.097 domicílios em 274 municípios, o equivalente a 211.129 pessoas.

Os participantes serão testados para identificar a presença de anticorpos do tipo IgG para a COVID-19, apontando quem já foi infectado ou desenvolveu resposta imunológica após a vacinação.

O estudo de soroprevalência vai mostrar qual é a magnitude de circulação do vírus no Brasil e como e em quais estados, capitais ou regiões metropolitanas a infecção pelo SARS-CoV-2 tem sido mais intensa. Os resultados dos exames dos participantes servirão como uma amostragem para a pesquisa, indicando qual é o cenário epidemiológico em todas as regiões do país.
 
A partir dos dados coletados, será possível observar as características socioeconômicas e epidemiológicas dos participantes, bem como ajustar os cálculos relacionados ao coeficiente de mortalidade da doença, fornecendo subsídios para que possam ser traçadas as melhores políticas públicas no enfrentamento da pandemia pelas autoridades de saúde.
 
A PrevCOV também ajudará o Ministério da Saúde a acompanhar os dados de vacinação, indicando se as pessoas tomaram a primeira e a segunda dose das vacinas que são atualmente aplicadas no Brasil
 
O teste de anticorpos também indicará se o indivíduo foi infectado naturalmente ou vacinado anteriormente.
 
Coleta de sangue
As informações sobre a identificação dos participantes serão sigilosas. As pessoas serão contatadas primeiramente por ligação telefônica, com reforço por mensagem de texto ou do aplicativo Whatsapp. Essa ligação vai confirmar alguns dados e perguntará quantos e quais moradores de cada residência contactada aceitam participar do estudo. A adesão é voluntária e menores de 18 anos precisam ter a autorização de pais ou responsáveis.
 
Depois da confirmação dos dados, o agendamento para coleta de sangue é realizado de acordo com o dia e horário definido pelo participante. Os técnicos, devidamente habilitados e capacitados, que farão a coleta nas residências estarão uniformizados com crachá de identificação, camiseta e boné com a marca da campanha.
 
Os participantes terão acesso ao exame de forma individual. A pesquisa está prevista para ser concluída em setembro deste ano e os resultados serão divulgados publicamente.