Brasília, 9 de janeiro de 2026 – O Ministério da Saúde do Brasil deu início, na quinta-feira (8/01), às atividades do Programa Vivências no SUS (VER-SUS), em sua maior edição desde a criação da iniciativa. Ao todo, o programa contempla 300 projetos, mobiliza cerca de 3 mil equipes de trabalho e envolve aproximadamente 10 mil estudantes de graduação, da educação profissional técnica de nível médio e residentes da área da saúde em todo o país. A iniciativa é realizada pelo Ministério da Saúde, com a participação da Associação Rede Unida e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Presente na cerimônia de lançamento, o representante da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Cristian Morales, destacou a relevância do Vivências no SUS como um dispositivo pedagógico estratégico para a formação de profissionais comprometidos com o SUS. Segundo ele, o programa consolida as vivências como experiências de aprendizagem significativas, ancoradas em contextos reais de cuidado, gestão e participação social.
“O Vivências no SUS tem uma trajetória estreitamente vinculada às transformações da formação em saúde no Brasil e ao processo de consolidação do SUS. Ao longo de sua história, tem contribuído para enfrentar desafios relacionados à formação profissional, especialmente no que se refere à integração entre ensino e serviços e à qualificação da inserção dos estudantes e residentes nos territórios”, afirmou Morales.
Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que o VER-SUS oportuniza aos alunos da saúde conhecer a realidade dos serviços e ganhar experiência acompanhados de docentes da área. “Eles participam de atividades, da dinâmica da comunidade, da realidade, da gestão da saúde, passando a ter essa vivência nos territórios. É uma realidade que não vêm nos livros. Isso transforma esses estudantes em profissionais mais experientes”. Ainda segundo o ministro, o contato direto com o SUS possibilita aos educandos propor protocolos de estudos, projetos de pesquisa, além de intervenções para melhorar a realidade da saúde local.
O Vivências no SUS tem como objetivo fortalecer a formação de futuros profissionais da saúde, estimulando o trabalho em equipe, a equidade, o cuidado integral e a participação social. Em formato de imersão, as atividades aproximam os estudantes da realidade do SUS e contribuem para o aprimoramento dos modelos de atenção e gestão em saúde nos territórios.
De acordo com o coordenador geral da Rede Unida, Alcindo Ferla, o programa tem a importância de disseminar uma educação permanente e participativa. “Essa onda de vivências, ao mesmo tempo, vai nos ensinando a produção de saúde nos territórios e ocupa as universidades, ativando a ideia da educação permanente como atualização, como desenvolvimento do trabalho. Assim, vamos colocando cada vez mais visibilidade em segmentos e territórios que a gente naturalizou como invisíveis”, disse.
As vivências serão realizadas no formato de imersão, em que os participantes permanecem integralmente dedicados às atividades teórico-práticas, reflexivas e vivenciais, em cenários previamente definidos em edital. Entre os espaços previstos estão serviços da Atenção Primária, Atenção Especializada e Atenção Hospitalar, além de áreas de gestão, vigilância em saúde, conselhos de saúde, movimentos sociais e comunidades específicas dos territórios.
📱 Confira a transmissão ao vivo do lançamento: https://www.youtube.com/live/foZTJHBpWfA
