Washington, D.C., 13 de abril de 2026 (OPAS) – A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresentou os relatórios anuais de suas representações nos países referentes a 2025 que, sob o lema “Fazer da saúde um compromisso para todas as pessoas”, reúnem os principais resultados da cooperação técnica alcançados em colaboração com governos e parceiros estratégicos da região.
Cada relatório destaca resultados concretos, evidências de impacto e experiências de campo da cooperação técnica da OPAS, adaptada às prioridades e aos contextos de cada país.
“As iniciativas apresentadas nesses relatórios não apenas contribuem para proteger a saúde e o bem-estar das populações, mas também apoiam a estabilidade, a segurança e o desenvolvimento social nas Américas”, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS. “Ao apresentar os relatórios anuais, refletimos sobre um ano que colocou à prova nossa resiliência, desafiou nossos sistemas de saúde e ressaltou a importância do pan-americanismo”, destacou.
Os relatórios refletem realidades diversas entre os países, mas também um esforço comum para fortalecer os sistemas de saúde, ampliando o acesso a tecnologias e tratamentos essenciais, bem como a insumos de qualidade a preços acessíveis por meio dos Fundos Rotatórios Regionais da OPAS. Também destacam avanços em saúde digital, atenção primária e saúde mental.
Ao longo de 2025, a OPAS, junto com os Estados Membros e seus parceiros, promoveu iniciativas de alto impacto que geraram benefícios tangíveis para as populações. Essas ações incluíram avanços rumo à eliminação de mais de 30 doenças priorizadas para 2030 e o fortalecimento das capacidades nacionais para a preparação e resposta a emergências de saúde.
Além dos resultados individuais, os relatórios detalham boas práticas e lições aprendidas que podem ser adaptadas a diferentes contextos. Também constituem uma ferramenta fundamental para a prestação de contas e a visibilidade dos resultados alcançados.
Principais conquistas na região:
- Argentina, Bermudas, Haiti e Venezuela fortaleceram o acesso sustentado e equitativo a medicamentos, vacinas e insumos essenciais.
- Belize, Bolívia e Curaçao avançaram na integração da saúde mental aos sistemas de saúde, com marcos normativos, planos nacionais, fortalecimento de serviços e capacitação de profissionais da linha de frente, com abordagens comunitárias, intersetoriais e baseadas em direitos.
- Bahamas, Brasil e Guatemala alcançaram progressos na redução da mortalidade materna, no fortalecimento das redes de serviços de saúde materna e neonatal e na promoção de ambientes mais favoráveis ao envelhecimento saudável.
- Barbados e países do Caribe Oriental, Cuba, Guiana, Ilhas Cayman e México avançaram na prevenção, controle, tratamento e qualidade da atenção às doenças não transmissíveis e seus fatores de risco.
- Chile, Costa Rica e Paraguai fortaleceram a atenção primária com foco no acesso à saúde para todas as pessoas, nos determinantes sociais e em abordagens interculturais em nível nacional e territorial.
- Colômbia, Panamá e Trinidad e Tobago avançaram na transformação digital e modernização do setor saúde por meio da interoperabilidade de sistemas, da alfabetização digital dos profissionais de saúde, da telessaúde e da adoção de padrões internacionais para uma atenção mais eficiente e equitativa.
- Equador, El Salvador, Honduras, Ilhas Turcas e Caicos, Jamaica, Nicarágua e Peru fortaleceram as capacidades nacionais para a preparação e resposta a emergências, epidemias e pandemias. Após o furacão Melissa, que danificou cinco hospitais e mais de cem unidades de atenção primária na Jamaica, a OPAS prestou apoio imediato para garantir a continuidade dos serviços de saúde.
- Suriname tornou-se o primeiro país da bacia amazônica certificado como livre de malária, elevando para 20 o número de países livres da doença na região.
- Uruguai elaborou um Plano Nacional para acelerar a eliminação de doenças.
Com 27 escritórios na região, dois centros especializados e presença em 35 Estados Membros e quatro Membros Associados, a OPAS, fundada em 1902, é a agência internacional de saúde pública mais antiga do mundo. É o organismo especializado em saúde do Sistema Interamericano (OEA) e, desde 1949, também atua como Escritório Regional da OMS para as Américas.
