Washington, D.C., 13 de maio de 2026 (OPAS) – A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciaram a incorporação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das principais instituições de ciência e saúde pública do Brasil, como Centro Regional de Formação em Biomanufatura para a Região das Américas, com o objetivo de fortalecer a força de trabalho regional necessária para produzir vacinas, biofármacos e outras tecnologias essenciais de saúde.
Essa nomeação faz parte da rede global de centros regionais de formação em biomanufatura estabelecida pela OMS, em 2023, para ampliar a capacitação de recursos humanos e apoiar o desenvolvimento de uma produção regional mais sustentável e autossuficiente, fortalecendo não apenas a infraestrutura e a transferência de tecnologia, mas também a capacitação de pessoal especializado em toda a cadeia de produção biotecnológica.
Um passo fundamental para equidade em saúde e segurança sanitária
O centro oferecerá programas práticos de formação em áreas-chave para a Região, como pesquisa e desenvolvimento (P&D), transferência de tecnologia, bioprocessos, sistemas de qualidade, regulação sanitária, desenvolvimento clínico e escalonamento de produção. Além disso, promoverá a colaboração entre governos, universidades e indústria.
“É um marco para as Américas e o resultado dos esforços que estamos impulsionando para fortalecer as capacidades dos nossos países, avançar na produção local de tecnologias de saúde e reduzir as lacunas em seu acesso”, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS. “Investir na formação de talentos é investir na segurança sanitária e no desenvolvimento econômico e social da região”, acrescentou.
A OPAS participou do processo de seleção liderado pela OMS por meio da avaliação inicial das propostas apresentadas por instituições da Região, bem como contribuindo para a identificação dos candidatos, a participação nas missões de avaliação em campo e o apoio ao processo interno de avaliação e seleção das candidaturas.
Priscila Ferraz, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, destacou a trajetória da instituição que levou à sua designação: “A Fiocruz apresenta uma trajetória de excelência na formação de capacidades produtivas e inovadoras no campo das vacinas e dos medicamentos biológicos, fruto de uma história bem-sucedida de transferência de tecnologia, desenvolvimento tecnológico e produção de insumos estratégicos de saúde para países do Sul Global.”
Uma rede global com impacto regional
A Fiocruz passará a integrar uma rede global de centros de formação que abrange as seis Regiões da OMS e trabalhará em articulação com o Global Training Hub for Biomanufacturing (GTH-B), sediado na República da Coreia.
A rede, que inclui instituições do Senegal, África do Sul, Índia, Irlanda, Egito e China, busca ampliar o acesso à formação especializada, fortalecer a cooperação técnica entre países e promover padrões de qualidade e alinhamento global.
Fortalecendo a resiliência dos sistemas de saúde
A iniciativa está alinhada com resoluções da Assembleia Mundial da Saúde e da OPAS voltadas ao fortalecimento das capacidades nacionais e regionais de produção de medicamentos e outras tecnologias de saúde.
Ao investir no desenvolvimento da força de trabalho, busca-se melhorar a preparação para emergências sanitárias e avançar em direção a sistemas de saúde mais resilientes e autossuficientes.
