Brasília, 25 de junho de 2026 – O estado de Rondônia implementou, neste mês de junho, um Observatório de Monitoramento de Saúde na Fronteira Guajará-Mirim, entre o Brasil e a Bolívia. A iniciativa conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde do Brasil com o objetivo de produzir, organizar e analisar informações sobre a situação de saúde, a capacidade dos serviços, os fluxos de atendimento, os riscos sanitários e as necessidades da população que vive e circula na região.
O Observatório também integra o projeto “Fortalecimento das Capacidades dos Municípios Fronteiriços da Amazônia Brasileira frente aos Desafios da Migração, Mudanças Climáticas e Saúde”, desenvolvido em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e financiado pelo Migration Multi-Partner Trust Fund (MMPTF).
As informações produzidas servirão de subsídio para apoiar ações de preparação e resposta às necessidades sanitárias dos territórios de fronteira, além de fortalecer a cooperação entre instituições dos dois países e ampliar a capacidade de planejamento integrado em saúde.
Entre os diferenciais do Observatório está a integração de diferentes áreas, como vigilância em saúde, atenção primária, atenção hospitalar, laboratórios, imunização, saúde indígena, regulação, resposta a emergências, assistência e participação social. O espaço também fortalece a cooperação técnica entre diferentes níveis de gestão, serviços de saúde e organismos internacionais.
Agenda técnica
Entre as primeiras atividades do Observatório, foram realizadas agendas técnicas para consolidar uma metodologia de trabalho interprogramática e interagencial. A iniciativa busca compreender a região de fronteira para além dos limites geográficos, reconhecendo-a como um território de cooperação, cuidado, vigilância, mobilidade humana, adaptação às mudanças climáticas e integração regional.
Participaram da atividade profissionais da OPAS, da OIM, do Ministério da Saúde do Brasil e da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia, além de gestores municipais e trabalhadores da rede de atenção à saúde. Pela Bolívia, participaram representantes do departamento de Beni, gestores municipais, profissionais de saúde e autoridades de Guayaramerín.
