Brasília-DF, 28 de maio de 2026 – A exposição itinerante “A Infinita Memória da Pandemia: a história da COVID-19 por todos nós, brasileiros” foi inaugurada nesta terça-feira (26), em Brasília-DF. Concebida para ampliar o acesso público ao acervo do Memorial Digital da Pandemia de COVID-19, a mostra apresenta uma experiência imersiva e multimídia construída a partir de relatos, imagens, documentos e registros produzidos durante a pandemia no Brasil. A iniciativa é do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por meio da BIREME com o Centro de Humanidades Digitais da Universidade Estadual de Campinas (CHD/Unicamp).
A exposição está instalada no Shopping Conjunto Nacional, e convida o público a refletir sobre os impactos humanos, sociais e sanitários da emergência de saúde pública que marcou o país e o mundo. O percurso reúne conteúdos artísticos, audiovisuais e interativos que permitem revisitar diferentes dimensões da pandemia e suas consequências para a sociedade brasileira, contribuindo também para a elaboração coletiva das memórias da pandemia.
A cerimônia de abertura contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do Representante da OPAS no Brasil, Cristian Morales, além de pesquisadores, especialistas em saúde pública, representantes de instituições parceiras, familiares de vítimas da COVID-19 e integrantes das equipes responsáveis pela construção do Memorial Digital e da exposição. O Ministro Alexandre Padilha destacou a importância da preservação da memória coletiva como parte do fortalecimento da saúde pública e da preparação para futuras emergências sanitárias. “Preservar a memória da pandemia é também preservar as lições aprendidas, valorizar as vidas impactadas e fortalecer o compromisso coletivo com a saúde pública e com o SUS”, afirmou o ministro.
A OPAS ressaltou o papel da cooperação internacional e da transformação digital na construção do Memorial e na ampliação do acesso público à informação em saúde. “O Memorial Digital da Pandemia de COVID-19 representa um importante esforço coletivo de preservação da memória, da ciência e das experiências humanas vividas durante a pandemia. Ao reunir informação, testemunhos e conhecimento em um ambiente digital acessível, fortalecemos a capacidade da sociedade de aprender com esta experiência e de construir respostas mais resilientes para o futuro”, destacou Cristian Morales que também reconheceu a contribuição da BIREME e da OPAS no desenvolvimento do Memorial Digital da Pandemia conectado à Exposição.
Como parte da experiência da exposição, os visitantes também podem registrar suas próprias memórias e relatos relacionados à pandemia. Os conteúdos coletados passam a integrar o acervo digital do Memorial, contribuindo para a preservação da memória coletiva sobre a COVID-19 no Brasil. A exposição “A Infinita Memória da Pandemia” fica disponível no Conjunto Nacional em Brasília durante todo o mês de junho. Depois, segue em itinerância por todas as regiões do Brasil, com temporadas em Manaus, Fortaleza, Porto Alegre. A próxima etapa da mostra está prevista para ocorrer em São Paulo, em 5 de julho de 2026.
Seminário debate preservação digital de arquivos comunitários
Em agenda lateral, o seminário “A Infinita Memória da Pandemia: Preservação Digital de Comunidades e Grupos Sociais”, promoveu debates sobre preservação digital, arquivos comunitários, memória coletiva e infraestrutura compartilhada para acervos digitais relacionados à pandemia. A programação reuniu pesquisadores, especialistas, representantes de projetos comunitários e instituições parceiras do Memorial.
Na primeira noite de programação, participaram da mesa “Políticas de Preservação e Infraestruturas Compartilhadas” os pesquisadores Thiago Nicodemo, da Unicamp e do Memorial Digital da Pandemia, Dalton Martins, da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Puntoni, da Universidade de São Paulo (USP). A BIREME participou da mesa solene de abertura do seminário, representada por Silvia de Valentin, administradora da BIREME, que destacou a importância da cooperação técnica, da preservação digital e do acesso aberto à informação para a salvaguarda da memória social e o fortalecimento da saúde pública.
Na quarta-feira (27), a mesa “Preservação Digital de Comunidades e Grupos Sociais” contou com a participação de representantes das coleções de memória “Fala, Parente”, representada por Elissandra Barros, coordenadora do projeto, e Cleisy Narciso Silva, participante da iniciativa; e “Relatos de Maternidade”, representada por suas coordenadoras Ana Fiori e Camila Volker. Ambas as coleções, originárias da região Norte do Brasil, têm seus acervos preservados no Memorial Digital da Pandemia de COVID-19.
Sobre o Memorial Digital da Pandemia de COVID-19
O Memorial Digital da Pandemia de COVID-19 é uma iniciativa do Ministério da Saúde do Brasil, desenvolvida em parceria com a OPAS/OMS, por meio da BIREME, e com a colaboração do Centro de Humanidades Digitais da Unicamp. O portal reúne acervos digitais relacionados às experiências da pandemia no Brasil, promovendo preservação digital, acesso público à informação, pesquisa e ações educativas voltadas à memória e à saúde pública.
