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Agenda para o Desenvolvimento Sustentável

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram fixados em 2015 pela Organização das Nações Unidas como um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade. Trata-se de uma agenda de ação até 2030, com 17 Objetivos e 169 metas construídas sobre o legado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Os ODS são integrados e indivisíveis e equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental. Eles estimularão a ação para os próximos anos em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta e abrangem um conjunto mais amplo de temas que os ODM no que diz respeito à saúde. O ODS 3, por exemplo, visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Abrange os principais temas de saúde, incluindo saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil, doenças infecciosas, doenças crônicas não transmissíveis, saúde mental, acidentes de trânsito, cobertura universal de saúde, saúde ambiental e fortalecimento dos sistemas de saúde.

Além disso, outros ODS estão fortemente relacionados à saúde por meio das respectivas metas e indicadores, tais como nutrição (ODS 1), água e saneamento (ODS 6), qualidade do ar e violência, bem como para o principais determinantes da saúde, como a educação e a pobreza.

Os resultados em saúde na região são fortemente influenciados por renda, gênero, etnia, identificação cultural, localização geográfica e educação, bem como pelo acesso a serviços e infraestrutura. A Agenda 2030 tem o potencial de abordar essas lacunas por meio da promoção de programas multissetoriais que buscam combater as desigualdades que persistentemente produzem resultados ruins em saúde, com atenção especial às condições sociais, econômicas e ambientais em que as pessoas nascem, vivem, trabalham, aprendem e envelhecem. 

Os ODS contêm apenas um objetivo explicitamente voltado para a saúde — o ODS 3 — dentre os 17 ODS. No entanto, muitos, senão todos, os ODS incluem metas relacionadas à saúde, como pobreza, fome, educação, acesso ao saneamento e exposição à violência física.

Embora não estejam explicitamente incluídos no ODS 3, esses temas estão entre os determinantes mais imediatos da saúde e do bem-estar. Governos, setor privado e sociedade civil precisarão inovar e se adaptar para enfrentar os desafios apresentados na Agenda 2030, que incorpora uma visão mais ampla e multifacetada para a saúde e o desenvolvimento do que nunca.

Muitos dos princípios da Agenda 2030 estão bem alinhados com as prioridades e ações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que foram impulsionadas pela ênfase na equidade no Plano Estratégico da OPAS 2014-2019 e pela integração dos Temas Transversais de gênero, etnia, direitos humanos e equidade em todas as atividades da OPAS. Para tanto, a OPAS tem se empenhado em orientar a Região na implementação dos ODS, em especial o ODS 3. Complementando a sinergia entre os compromissos já assumidos pela OPAS e os apresentados pela Agenda 2030, a OPAS tomou uma série de medidas concretas para participar ativamente desse novo ciclo de compromisso global com o desenvolvimento sustentável, tornando-o relevante para os países no desenvolvimento de seus próprios planos.


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Muitos dos princípios da Agenda 2030 estão bem alinhados com as prioridades e ações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que foram impulsionadas pela ênfase na equidade no Plano Estratégico da OPAS 2014-2019 e pela integração dos Temas Transversais de gênero, etnia, direitos humanos e equidade em todas as atividades da OPAS. Para tanto, a OPAS tem se empenhado em orientar a Região na implementação dos ODS, em especial o ODS 3. Complementando a sinergia entre os compromissos já assumidos pela OPAS e os apresentados pela Agenda 2030, a OPAS tomou uma série de medidas concretas para participar ativamente desse novo ciclo de compromisso global com o desenvolvimento sustentável, tornando-o relevante para os países no desenvolvimento de seus próprios planos.

A OPAS está pronta para apoiar os países na recuperação dos impactos negativos da pandemia nos programas prioritários de saúde. Mas isso por si só não basta; devemos ir além e garantir que todos os países, e todos os grupos populacionais dentro de cada país, estejam no caminho certo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a saúde.

- Dr. Jarbas Barbosa, PAHO/WHO Director

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