Malária

A malária é causada por parasitos do gênero Plasmodium, que são transmitidos às pessoas pela picada de mosquitos fêmeas infectadas do gênero Anopheles, chamados de “vetores da malária”. Existem cinco espécies de parasitos que causam malária em humanos e duas delas – P. falciparum e P. vivax – apresentam a maior ameaça.

Em 2017, P. falciparum foi responsável por 99,7% dos casos estimados da doença na região Africana da OMS, assim como pela maioria dos casos nas regiões da OMS do Sudeste Asiático (62,8%), Mediterrâneo Oriental (69%) e Pacífico Ocidental (71,9%).

P. vivax é o parasito predominante na região das Américas da OMS, representando 74,1% dos casos.

Principais fatos
  • A malária é uma doença potencialmente fatal, causada por parasitos que são transmitidos às pessoas pela fêmea infectada do mosquito Anopheles.  A doença pode ser prevenida e curada.
  • Em 2017, estima-se que houve 219 milhões de casos de malária em 90 países e territórios.
  • As mortes por malária em 2017 chegaram a 435 mil.
  • Uma criança morre por malária a cada 2 minutos.
  • Nas Américas, 765 mil casos de malária e cerca de 340 mortes foram notificados em 2018.
  • A Região Africana da OMS carrega uma parte desproporcionalmente alta da carga global de malária. Em 2017, a região notificou 92% dos casos e 93% das mortes pela doença.
  • Aproximadamente metade da população mundial corre o risco de contrair malária, especialmente aqueles que vivem em países de baixa renda. Nas Américas, 138 milhões de pessoas vivem em áreas de risco.
  • O financiamento total para o controle e eliminação da malária alcançou, aproximadamente, US$ 3,1 bilhões em 2017. As contribuições dos governos de países endêmicos somaram US$ 900 milhões, representando 28% do financiamento.  
O que a OPAS faz
  • Em 2016, os Estados Membros da OPAS/OMS aprovaram o Plano de ação para a eliminação da malária 2016-2020 (CD55.R7), comprometendo-se a continuar reduzindo os casos de malária neste período de 4 anos. Este plano também tem o objetivo de prevenir o restabelecimento da doença em 27 países e territórios da Região que foram considerados livres da malária desde o início dos anos 1970.
  • A OPAS/OMS trabalha com governos, organizações sem fins lucrativos, iniciativas e redes que apoiam os esforços para o controle e eliminação da malária nas Américas. Destacam-se a Rede Amazônica de Vigilância da Resistência aos Antimaláricos e a iniciativa Campeões Contra a Malária nas Américas.

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