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O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 tem como objetivo divulgar o IDHM e indicadores socioeconômicos nacionais. Merece destaque o constante incremento do IDH no Brasil, passando de 0,492, em 1991, para 0,612, em 2000, e 0,727, em 2010. Pela primeira vez nesse último ano censitário, observamos o alcance do Brasil de um valor de IDH classificado como “alto” (entre 0,700 e 0,799). O valor de IDH de 0,727, em 2010, coloca o Brasil na 85ª posição de IDH global, conforme quadro abaixo. Os primeiros colocados nessa escala são: Noruega, Austrália, Estados Unidos, Países Baixos e Alemanha. (Clique na imagem para ampliá-la).

 

  

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013.

Para o cálculo do IDH municipal (IDHM) algumas adaptações metodológicas foram adotadas (para consulta de municípios, clique aqui). O Mapa 1, apresenta a evolução do IDHM no Brasil, no período de 1991, 2000 e 2010. Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, nesse período, passamos de uma maioria de municípios com IDH muito baixo (85,8% em 1991), para uma minoria de municípios classificados nessa categoria (0,6%) em 2010. Por outro lado, em 1991, nenhum município foi classificado com IDH muito alto ou alto e, em 2010, já temos 44 (0,8%) e 1.889 (33,9%) municípios classificados nessas categorias, respectivamente.

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Clique na imagem para ampliá-la.

 

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 é uma publicação coordenada pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e FJP (Fundação João Pinheiro). Para essa publicação foram utilizados dados dos censos demográficos de 1991, 2000 e 2010, providos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e incluiu temas como saúde, educação, renda, trabalho, habitação e vulnerabilidade.

Segundo os autores, o conceito de desenvolvimento humano tem como medida o IDH, que por sua vez considera três dimensões como relevantes para a expansão das liberdades das pessoas, a saber: “a oportunidade de se levar uma vida longa e saudável – saúde –, ter acesso ao conhecimento – educação – e poder desfrutar de um padrão de vida digno – renda”.

No campo da saúde, o IDH assume que uma vida longa e saudável é reflexo da expectativa de vida ao nascer. O aumento desse indicador indica melhoria das condições de vida e de acesso aos serviços de saúde e, particularmente no Brasil nesse período, está associado as importantes quedas da mortalidade infantil.

A publicação afirma ainda que: “...Se as capacidades das pessoas são restringidas, assim são também suas oportunidades. Se uma jovem brasileira tem pouco acesso ao sistema educacional, ela deixa de aprender a ler e escrever, participa menos dos processos decisórios à sua volta, conhece menos sua realidade, encontra poucas oportunidades de trabalho, reivindica menos os seus direitos. Seu rol de escolhas fica limitado e, consequentemente, suas capacidades não podem ser exercidas na plenitude....” (Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013).



  • Fonte Gráfico 1: Elaboração própria. Informações e indicadores do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013.