A Vigilância em Saúde Ambiental consiste em um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou a outros agravos à saúde.

Essas ações são necessárias devido aos evidentes os sinais de deteriorização do ambiente em escala planetária. A degradação progressiva dos ecossistemas, a contaminação crescente da atmosfera, solo e água, bem como o aquecimento global são exemplos dos impactos das atividades humanas sobre o ambiente. Esses problemas são exacerbados em situações locais em que se acumulam fontes de riscos advindas de processos produtivos passados ou presentes, como a disposição inadequada de resíduos industriais, a contaminação de mananciais de água e as péssimas condições de trabalho e moradia.

A questão da poluição atmosférica e seus impactos sobre a saúde tem sido foco de vários estudos epidemiológicos realizados pela comunidade científica em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Os resultados obtidos têm demonstrado que, mesmo que a concentração de poluentes atmosféricos possa ser compatível com os padrões estabelecidos por normatizações, a exposição contínua a esses poluentes segue causando efeitos adversos sobre a saúde, em especial sobre os grupos mais vulneráveis representados por crianças e idosos.

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Os recursos hídricos por outro lado, constituem-se em um importante aliado para a implementação de ações de saúde e ambiente, haja vista a importância da água para a vida humana, agricultura e a geração de energia. Há que se levar em conta o papel dos cursos de água na veiculação de inúmeras enfermidades. Além disso, intervenções no campo dos aproveitamentos hidráulicos, como barragens, hidrovias, aduções e projetos de irrigação acarretam riscos de incremento na incidência de algumas doenças.

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 As áreas contaminadas por substâncias químicas apresentam riscos à saúde, em decorrência da mobilidade e transporte dos contaminantes, influenciando dessa forma, a qualidade da água, do solo, do ar e da biota e ocasionando exposição humana aos contaminantes químicos. 

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A avaliação de risco à saúde humana é um processo de levantamento e análise de informações ambientais e de saúde mediante técnicas específicas para subsidiar a tomada de decisão e implementação, de maneira sistemática, de ações e articulação intra e intersetorial visando à promoção e proteção da saúde, melhorando as condições sociais e de vida das populações

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