Rio de Janeiro, 10 de abril de 2026 – A 8ª Conferência Mundial sobre Políticas de Álcool discutiu os determinantes comerciais dos danos causados pelo consumo de álcool e as respostas de governos e da sociedade civil. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou dos diálogos abordando temas como a importância da equidade na implementação de políticas eficazes, o aumento de impostos sobre bebidas alcoólicas, a restrição da publicidade, especialmente em ambientes digitais, o controle da disponibilidade e o avanço na rotulagem de advertência.
Participaram pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a chefe da Unidade de Álcool, Drogas e Comportamentos Aditivos da OMS, Anja Busse; o assessor regional em políticas sobre álcool e drogas psicoativas da OPAS, Raúl Martín del Campo Sánchez; o coordenador de Equidade, Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Saúde Mental e Saúde Digital do escritório da OPAS/OMS no Brasil, Jonas Gonseth-Garcia; e a consultora em nutrição, tabaco, álcool, atividade física e saúde de crianças e adolescentes da OPAS/OMS, Luisete Bandeira; entre outros.
Durante os debates, também foram abordadas a importância da cooperação e de medidas custo-efetivas, como as recomendadas pelo pacote SAFER da Organização Mundial da Saúde (OMS). Lançada em 2018, a iniciativa reúne cinco estratégias de alto impacto para reduzir o consumo de álcool e suas consequências sociais, econômicas e de saúde, considerando que o álcool, assim como o tabaco e os ultraprocessados, é um dos principais fatores de risco para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
A OPAS tem trabalhado com o Brasil e os outros países da região das Américas na adoção de ações práticas para acelerar avanços na saúde, combater as doenças crônicas não transmissíveis, enfrentar o consumo de álcool e alcançar metas de desenvolvimento, como a redução relativa de pelo menos 20% até 2030, conforme previsto no Plano de Ação Global sobre Álcool 2022-2030
As estratégias do pacote SAFER incluem reforçar as restrições à disponibilidade de álcool; avançar e aplicar medidas contra a direção sob efeito de álcool; ampliar o acesso à triagem, intervenções breves e tratamento; implementar proibições ou restrições abrangentes à publicidade, ao patrocínio e à promoção de bebidas alcoólicas; e aumentar os preços do álcool por meio de impostos e políticas de precificação.
Realizada entre os dias 7 e 10 de abril, no Rio de Janeiro, a 8ª Conferência Global sobre Políticas de Álcool reuniu pesquisadores, formuladores de políticas públicas, profissionais de saúde, gestores e representantes da sociedade civil de diversos países.
