OPAS, instituições do SUS e parceiros lançam Comunidade de Prática para Vigilância Sindrômica

Mesa de abertura do evento
OPAS/OMS/Karina Zambrana
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Brasília, 14 de outubro de 2026 – Com apoio do Ministério da Saúde do Brasil e do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou nesta quarta-feira (14/10) a Colaborativa Sindrômica, uma comunidade de prática para a vigilância sindrômica voltada ao compartilhamento de experiências, conhecimentos e ferramentas, além do fortalecimento de capacidades e colaboração entre instituições que implementam ou que desejam desenvolver estratégias de vigilância sindrômica. 

A comunidade de prática reúne Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), estados, municípios, instituições acadêmicas e parceiros técnicos.

A vigilância sindrômica contribui para a detecção precoce de surtos, eventos e outras ameaças de importância em saúde pública. Ao integrar informações e fortalecer a inteligência epidemiológica, apoia a preparação e a resposta a emergências em saúde pública. Sua aplicação nos campos de saúde humana, animal e ambiental reforça a abordagem de Uma Só Saúde e a importância da colaboração entre diferentes setores. A iniciativa reúne instituições, especialistas e parceiros técnicos para compartilhar experiências, ferramentas e inovações, além de discutir o fortalecimento da vigilância sindrômica no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, os mecanismos de colaboração e a governança dessa comunidade de prática. 

“Os desafios de saúde que enfrentamos ultrapassam cada vez mais as fronteiras entre a saúde humana, animal e ambiental. Enfrentá-los exige conectar informações, conhecimentos e ações entre diferentes atores. A colaborativa sindrômica representa uma oportunidade para fortalecer essas conexões e é um cenário onde podemos encontrar diferentes perspectivas disciplinares, com diferentes pontos de vista e diferentes conhecimentos para enfrentar os desafios cada vez maiores de Uma Só Saúde”, comentou o representante da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Cristian Morales.

Maria Van Kerkhove, diretora interina do Departamento de Gestão de Epidemias e Pandemias do Programa de Emergências em Saúde da OMS, afirmou que em um mundo cada vez mais interconectado, as ameaças de saúde podem surgir rapidamente por meio dos sistemas humanos, animais e ambientais. “Detectar e agir em tempo oportuno é essencial para proteger a saúde e fortalecer a preparação”, ressaltou. “O progresso do Brasil neste campo proporciona experiência valiosa e demonstra a importância da inovação, liderança institucional, colaboração e parceria.”

Nos últimos anos, o Brasil tem alcançado avanços importantes no uso da vigilância sindrômica, impulsionados por iniciativas nacionais e subnacionais que contribuem para o fortalecimento da inteligência epidemiológica, da vigilância baseada em eventos, da preparação e resposta a emergências de saúde pública e da utilização de dados em tempo quase real para apoiar a tomada de decisões.

Para Sylvain Aldighieri, diretor de Prevenção, Controle e Eliminação de Doenças Transmissíveis da OPAS/OMS, “a colaboração sindrômica é especialmente relevante, uma iniciativa que pode contribuir à detecção precoce de mudanças nos padrões de doenças. E seu potencial é ainda maior quando essa informação se conecta com outras fontes de inteligência em saúde pública, apoiando a evolução de riscos e a tomada de decisões.”

Também participaram da mesa de abertura Alessandro Chagas, assessor técnico do Conasems; Nereu Henrique Mansano, assessor técnico do Conass; Camila Coradi, diretora substituta do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde; Daniela Pacheco de Lacerda, coordenadora geral de Programas Sanitários do Ministério da Agricultura e Pecuária; Elenita Herrera Braga, coordenadora-geral substituta de Proteção, Defesa e Direitos Animais da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e Madhur Dhingra, oficial sênior de Saúde Animal e chefe do Sistema de Prevenção de Emergências para a Saúde Animal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Como parte do evento, foi realizada uma oficina de trabalho para fortalecer a vigilância sindrômica no SUS. Participaram membros do Ministério da Saúde, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Conass, do Conasems, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do ITpS e de Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

Vitrine do Conhecimento

A OPAS e seu Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) disponibilizaram a Vitrine do Conhecimento sobre a Colaborativa Sindrômica, site que facilita o acesso à informação científica e técnica em vigilância sindrômica de dados assistenciais. Direcionada a profissionais, gestores, pesquisadores e instituições, a página reúne publicações, documentos técnicos, experiências e métodos.