São Paulo, 24 de setembro de 2026 — A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou nesta quinta-feira (24) da abertura da 8ª edição do Fórum e Festival Longevidade, evento promovido pela Prefeitura de São Paulo e parceiros, sob o tema "Reimaginando futuros". O encontro, que segue até 26 de setembro, reúne autoridades e membros de cidades, consulados e organismos internacionais para discutir políticas públicas de envelhecimento e trocar experiências sobre o tema. Paralelamente, acontece também a II Conferência Internacional sobre Longevidade.
Em mensagem de vídeo, o representante da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Cristian Morales, afirmou que envelhecer bem não depende apenas da saúde, mas das condições em que as pessoas vivem, trabalham, se relacionam, se deslocam e de como participam da sociedade. "Por isso, falar de longevidade é falar de políticas públicas integradas, participação social e combate ao idadismo. E esse debate acontece em um momento particularmente importante. O Brasil e toda a Região das Américas estão passando por uma rápida transição demográfica. Precisamos, portanto, preparar nossas cidades para uma realidade em que viver 80, 90 ou 100 anos será cada vez mais comum", explicou.
Para o representante da OPAS/OMS, o próximo passo é consolidar essas iniciativas em ações concretas e duradouras. "E, acima de tudo, que as pessoas idosas estejam no centro das decisões, não apenas como beneficiárias das políticas, mas como protagonistas da construção das soluções”, acrescentou.
Thiago Sá, coordenador da Rede Global da OMS de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas, reforçou que o envelhecimento deve ser visto sob uma nova perspectiva. "Envelhecer não é um problema a ser resolvido. É uma vitória a ser celebrada. E as pessoas idosas não são apenas beneficiárias de políticas públicas. São protagonistas de suas histórias, agentes de transformação em suas comunidades e sujeitos de direitos que seguem contribuindo para a construção de sociedades mais justas, inclusivas e solidárias."
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também discursou no evento e chamou atenção para o ritmo acelerado do envelhecimento populacional na cidade. "Temos hoje 17% de idosos na cidade. Um terço da população da cidade de São Paulo em 2050 terá mais de 60 anos. Cada um de nós temos que nos envolver no desenvolvimento de políticas públicas para esta população.” Em 2025, São Paulo foi reconhecida internacionalmente com o título de Cidade Amiga da Pessoa Idosa pela OMS, com apoio da OPAS.
Também presente no evento, Cristina Hoffmann, consultora da OPAS, participou de palestras sobre o panorama global do envelhecimento saudável e da saúde mental, além de discutir o Plano de Ação da Cidade de São Paulo para a longevidade, desenvolvido no âmbito da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas da Pessoa Idosa da OMS.
