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OPAS e IHME melhorarão conhecimento sobre condições de saúde nos países das Américas

3 nov 2020

Ao fortalecer as capacidades dos países para analisar dados e produzir métricas de qualidade, estes conhecimentos ajudarão os tomadores de decisão a moldar políticas de saúde que salvam vidas

Washington D.C., 3 de novembro de 2020 - A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, firmaram uma parceria para melhorar o conhecimento sobre as condições de saúde da população das Américas, fortalecendo as capacidades de análise de dados e produzindo métricas de alta qualidade para fornecer estimativas mais precisas aos países da região.

Após trabalharem juntos entre 2014 e 2019 e com o surgimento da COVID-19, a OPAS e o IHME assinaram um novo memorando de entendimento para atuação conjunta nos próximos cinco anos. Ambas as organizações ajudarão a desenvolver capacidade profissional em métodos de análise, modelagem e previsão de dados, bem como a produção conjunta de métricas de alta qualidade relacionadas à saúde da população e seus determinantes, desempenho do sistema de saúde e emergências em saúde.
 

The Pan American Health Organization (PAHO) and the Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) virtual meeting

 

A análise preditiva permite a estimativa do comportamento de qualquer desafio de saúde com um grau aceitável de incerteza ao estabelecer quando e em que condições os países podem prever mudanças no comportamento da doença.

Com essas informações, em casos como a atual pandemia de COVID-19, a demanda por serviços médicos de cuidados intensivos pode ser estimada, prazos para o levantamento parcial ou total das restrições de mobilidade podem ser determinados, o efeito de medidas preventivas como o uso generalizado de máscaras faciais podem ser calculadas e até mesmo novas necessidades que podem surgir em ondas subsequentes à pandemia podem ser previstas.

Os modelos preditivos têm sido úteis para estimar o número de casos e mortes por COVID-19, os recursos necessários, como leitos de hospitais e unidades de terapia intensiva (UTI) e a demanda por insumos, como é o caso dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

Esses modelos são ferramentas indispensáveis para fornecer perspectivas cruciais aos formuladores de políticas, principalmente em situações de alta incerteza, onde as informações baseadas em observações são limitadas.