281117 specialolympics28 de novembro de 2017 – A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e as Olimpíadas Especiais assinaram nesta terça-feira (28) um memorando de entendimento para melhorar o acesso das pessoas com deficiência intelectual à atenção de saúde de qualidade.  

Segundo o acordo, as organizações colaborarão para capacitar profissionais de saúde, sensibilizar decisores políticos, criar alianças, difundir informação, além de mobilizar 365 mil atletas e parceiros das Olimpíadas Especiais na Região das Américas. 

“Ao tornar a atenção à saúde nas Américas mais inclusiva para as pessoas com deficiência intelectual, essa colaboração com as Olimpíadas Especiais reduzirá as desigualdades nos sistemas de saúde de toda a região”, disse Carissa F. Etienne, diretora da OPAS/OMS.

Etienne destacou que, para alcançar uma cobertura universal de saúde, a “OPAS deve contribuir com as autoridades de saúde, agências especializadas, instituições acadêmicas, setor privado e organizações da sociedade civil para oferecer uma melhor atenção à saúde para pessoas com essas deficiências". 

O presidente da Junta Diretiva das Olimpíadas Especiais, Timothy P. Shriver, disse que “são inadmissíveis as barreiras estruturais, o estigma e a discriminação que as pessoas com alguma deficiência intelectual enfrentam quando querem ter acesso aos serviços de saúde”. 

Shriver considerou que “este acordo entre a OPAS/OMS e as Olimpíadas Especiais eliminará essas barreiras à atenção e fará a saúde verdadeiramente inclusiva para as pessoas com alguma deficiência intelectual, além de pôr ao alcance dessa população historicamente marginalizada sistemas de saúde preparados para prestar esses serviços”. 

O memorando de entendimento assinado por Shriver e Etienne estabelece vários objetivos centrados no fortalecimento dos sistemas de saúde para prestar serviços a todas as pessoas com alguma deficiência intelectual. Em particular, busca apoiar os atletas que competem nos eventos das Olimpíadas Especiais; por isso, incluiu-se um objetivo específico a fim de promover a participação e o empoderamento dessas pessoas para que possam promover sua própria causa e se tornem líderes deste movimento regional. Essa aliança apoiará diretamente o Plano de Ação sobre Deficiências e Reabilitação, aprovado pela OPAS com o intuito de melhorar o acesso aos serviços de saúde para as pessoas com deficiências. 

Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com alguma forma de deficiência, de acordo com o Relatório Mundial sobre Deficiência da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2011. Cerca de 30 países das Américas ratificaram a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que afirma que as pessoas com todos os tipos de deficiência devem gozar de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.

No entanto, pessoas com alguma deficiência intelectual ainda enfrentam um enorme estigma, discriminação e exclusão; da mesma forma, costumam ser uma população invisível, cujo valor é desconhecido para os governos, influenciadores e a sociedade em geral. Apesar das grandes necessidades e dos riscos mais elevados para sua saúde, pessoas com deficiência intelectual têm muitas vezes a atenção e os cuidados básicos de saúde negados por suas condições. Estão, frequentemente, entre os grupos mais vulneráveis de um país.