OPAS recomenda medidas de saúde pública e vacinação em razão da variante Ômicron

1 Dez 2021
Health worker gets ready to vaccinate against COVID-19

A iniquidade da vacina está “prolongando a crise da COVID-19”, disse a diretora da OPAS

Washington DC, 1 de dezembro de 2021 (OPAS) – Enquanto especialistas trabalham para entender melhor a nova “variante de preocupação” designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ômicron, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, pediu mais vacinação e medidas de saúde pública para garantir a melhor proteção possível contra o vírus.

A diretora da OPAS destacou que ainda existem muitas incógnitas sobre a nova variante e os estudos levarão algum tempo para serem concluídos. Até então, “não está claro se a Ômicron é mais transmissível do que outras variantes ou se causa doença mais grave”, disse em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (1).

Nas Américas, que notificaram 753 mil novas infecções por COVID-19 e mais de 13 mil mortes na semana passada, a Ômicron foi detectada até o momento no Canadá e no Brasil. “Mas é provável que outros países comecem a ver essa nova variante circulando em breve”, afirmou Etienne.

Embora a OPAS continue rastreando todas as variantes na região, por enquanto a Delta continua sendo a predominante nas Américas.

Etienne destacou que, com pouco mais da metade das pessoas na América Latina e no Caribe totalmente vacinadas contra a COVID-19, “nossa região continua especialmente vulnerável”.

A iniquidade da vacina está prolongando a crise da COVID-19, e é exatamente isso que estamos vendo com a chegada da Ômicron.” - Carissa F. Etienne, diretora da OPAS

A OPAS pediu aos governos para que apoiem as medidas de saúde pública, como o uso de máscaras, e redobrem os seus esforços de vigilância. “Quanto mais a COVID-19 circula, mais oportunidades o vírus tem de sofrer mutação e mudança”, reiterou Etienne.

Referindo-se à celebração do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que ocorre todos os anos no dia 1º de dezembro, Etienne lembrou que a “COVID-19 não é a primeira doença infecciosa que abala o mundo”.

Antes da pandemia, apenas 65% das pessoas que vivem com HIV na região estavam recebendo terapia antirretroviral e, à medida que a pandemia progredia, as interrupções aumentaram quatro vezes, deixando milhões em risco.

Como existem medicamentos eficazes que controlam a doença e interrompem a transmissão, “devemos garantir um acesso consistente e equitativo a essas ferramentas poderosas”. A diretora da OPAS informou que 2,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe vivem com HIV.

Com a OPAS completando 119 anos nesta semana, Etienne destacou o progresso que foi feito na saúde pública nas Américas - no tratamento de HIV/aids e no desenvolvimento de vacinas eficazes contra a COVID-19.

“Precisamos trabalhar juntos para terminar o trabalho”, disse a diretora da OPAS, para que “todos em nossa região tenham acesso aos serviços e ferramentas de que precisam para viver vidas saudáveis e produtivas”.

Durante a semana passada, os casos de COVID-19 permaneceram estáveis, mas altos nos Estados Unidos e Canadá, e diminuíram no México. Reduções também foram observadas na maioria dos países da América Central.

Enquanto isso, os casos aumentaram constantemente nos países do Cone Sul e aceleraram no Caribe, nas Ilhas Cayman e em Anguilla.