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Diretora da OPAS afirma que vacinas contra a COVID-19 são recomendadas para as Américas mesmo com novas variantes

10 fev 2021

“A rede de vigilância da OPAS está monitorando de perto as variantes de preocupação atuais.”
 

Washington D.C., 10 de fevereiro de 2021 – A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, afirmou nesta quarta-feira (10) que as vacinas contra a COVID-19 que logo estarão disponíveis pelo COVAX nas Américas ainda são recomendadas à região, apesar das novas variantes do vírus SARS-CoV-2, causador da doença.

Com base nas evidências que temos agora sobre as ‘variantes de preocupação’, estamos confiantes de que nosso portfólio crescente de vacinas contra a COVID-19 continua sendo útil e nos guiará até o fim desta pandemia." 

Carissa F. Etienne, diretora da OPAS


De acordo com a diretora da OPAS, “temos em mãos toda uma geração de vacinas eficazes para prevenir infecções e, principalmente, doenças graves. No futuro, podemos precisar adaptar nossas estratégias, mas continuaremos contando com essas vacinas. O desafio agora permanece em garantir que essas vacinas sejam distribuídas de forma rápida e justa em nossa região, começando com aqueles que mais precisam delas”. 

Até o momento, 20 países da região têm pelo menos uma das três ‘variantes de preocupação’ que circulam nas Américas. Etienne disse que as evidências sugerem que duas das variantes - B117, detectada pela primeira vez no Reino Unido; e P.1, detectada pela primeira vez no Brasil - podem ser mais facilmente transmissíveis. “Não há motivo para alarme, mas sim para atenção”, complementou.

A rede de vigilância da OPAS está monitorando as ‘variantes de preocupação’, trabalhando em estreita colaboração com esforços semelhantes em todo o mundo. “Existem excelentes equipes de pesquisa trabalhando em locais como Manaus, no Brasil, que estão se concentrando neste assunto e nos fornecendo informações o mais rápido possível”, disse Etienne, referindo-se ao local onde a variante P.1 foi originada.

A Rede Regional de Vigilância Genômica da OPAS aumentou a capacidade de sequenciar amostras de vírus em 50% desde o início de 2021. Agora, pelo menos 11 países regionais podem sequenciar amostras de vírus e detectar outras novas variantes.

“Devemos nos manter focados em melhorar nossa capacidade de vigilância para que possamos acompanhar as tendências, incluindo variantes de preocupação”, pontuou Etienne.

Segundo a diretora da OPAS, as recomendações para prevenir esse vírus permanecem as mesmas: “manter uma forte vigilância, limitar as reuniões e praticar o distanciamento social, higiene das mãos frequente e uso de máscara. Ao continuar a adotar essas práticas - mesmo depois de sermos vacinados - podemos não apenas limitar a propagação das variantes de hoje, mas evitar que surjam novas amanhã”.

O COVAX é um mecanismo global para garantir a distribuição equitativa de vacinas contra a COVID-19, independentemente da renda dos países.

Etienne fez uma atualização sobre o impacto da pandemia na região. Na semana passada, as Américas notificaram quase 1,6 milhão de novos casos de COVID-19 - praticamente metade de todos os novos casos no mundo. A América Central, especialmente partes de Honduras, El Salvador e Guatemala, registrou um aumento no número de casos nas últimas duas semanas. A região amazônica ao longo da fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru está notificando um aumento. O Caribe está passando por um crescimento significativo de infecções, especialmente na República Dominicana, Cuba, Barbados e Santa Lúcia.

Há motivos para esperança, ela revelou. Após muitas semanas de aumentos nos casos e mortes por COVID-19, as tendências estão começando a melhorar em alguns dos países mais afetados, incluindo os Estados Unidos da América e o Brasil. Também há sinais positivos no Panamá, Costa Rica, Chile e Argentina.

A transmissão aumenta toda vez que baixamos a guarda e desconsideramos medidas preventivas que comprovadamente limitam a propagação desse vírus. Uma resposta bem coordenada que emprega toda a gama de medidas de saúde pública ainda é nossa melhor esperança de interromper a transmissão no curto prazo.”

Carissa F. Etienne, diretora da OPAS