OPAS e Hemocentro de Brasília dialogam sobre cooperação em hemovigilância e uso seguro e racional do sangue

Representante da OPAS visita instalações do Hemocentro de Brasília
OPAS/OMS/Karina Zambrana
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Brasília, 22 de abril de 2026 – O representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), Cristian Morales, visitou nesta quarta-feira (22/4) a Fundação Hemocentro de Brasília, no Brasil. Acompanhado do presidente da instituição, Osnei Okumoto, ele conheceu as instalações do local, incluindo os laboratórios, e ambos discutiram possibilidades de cooperação técnica em temas-chave, como hemovigilância, coleta de dados dos doadores e receptores para tomada de decisões e uso seguro e racional do sangue, entre outros pontos.
 
Representante da OPAS se reúne com presidente do Hemocentro
Um grupo de trabalho com a participação de equipes técnicas da OPAS e da Fundação Hemocentro de Brasília será criado para definir conjuntamente as prioridades de trabalho na cooperação para fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.
 
Em 2025, a Fundação Hemocentro de Brasília criou o Programa de Gerenciamento do Sangue (PBM) do paciente, baseado em três pilares: minimizar a perda de sangue, manejar a anemia e otimizar a massa eritrocitária (volume total de glóbulos vermelhos). Essa iniciativa faz parte de uma metodologia aprovada pelos países na Assembleia Mundial da Saúde em 2010 e adotada pela OMS para aperfeiçoar o cuidado aos pacientes, otimizar os resultados clínicos e reduzir transfusões desnecessárias. Este é um dos pontos que poderão ser trabalhados no escopo da cooperação técnica. A Fundação registra uma média de 4,7 mil doações de sangue por mês.
 
A OMS incentiva a implementação do gerenciamento do sangue do paciente (conhecido pela sigla em inglês PBM – Patient blood management), que aborda condições como anemia, perda sanguínea e coagulopatia. Trata-se de uma abordagem centrada no paciente, sistemática e baseada em evidências para melhorar os resultados clínicos, gerenciando o próprio sangue do paciente por meio do diagnóstico e tratamento seguro da anemia. Isso reduz a utilização de recursos de saúde, bem como custos, dependência de transfusões e riscos e complicações associados a estes procedimentos.