OPAS destaca papel da cooperação internacional e dos Fundos Rotatórios em evento sobre tecnologias em saúde no Rio de Janeiro

MEsa de abertura
OPAS/OMS/Karina Zambrana
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Rio de Janeiro, 27 de março de 2026 – A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou nesta quinta-feira (26/03), na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, do evento Diálogo Internacional: desafios e oportunidades para a cooperação em tecnologia em saúde, destacando a importância da cooperação internacional para ampliar o acesso equitativo a tecnologias em saúde em um cenário global complexo.

Durante a abertura, o representante da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Cristian Morales, destacou como a cooperação entre países é cada vez mais importante e que a OPAS, com a sua “presença em cada um dos países das Américas, pode estar ao lado não somente das populações, dos Ministérios da Saúde, mas também da indústria e dos produtores de medicamentos e de tecnologias para proporcionar a soberania produtiva regional”. 

Cristian Morales ressaltou a relevância dos Fundos Rotatórios Regionais da OPAS como instrumentos estratégicos de cooperação, que ampliam o acesso a vacinas, medicamentos e outros insumos essenciais, garantindo qualidade, preços competitivos e segurança no abastecimento. Segundo ele, os mecanismos vêm registrando aumento na participação dos países e expansão do volume de aquisições.

O representante da OPAS e da OMS acrescentou ainda que os Fundos contribuem para a previsibilidade e a sustentabilidade dos sistemas de saúde, fortalecendo a soberania sanitária na região.

“Os Fundos Rotatórios da OPAS são mecanismos com uma solução integral, porque não somente consideram produtos essenciais, vacinas, medicamentos, testes diagnósticos, mas estão ligados a programas de saúde pública”.

O evento foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Saúde, reunindo representantes de países da América Latina e da Europa para discutir caminhos de cooperação em inovação, regulação e desenvolvimento tecnológico em saúde.

Na ocasião, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou o papel crescente da saúde como eixo estratégico para o desenvolvimento econômico e tecnológico.

“Durante muito tempo tratamos do acesso como um problema de distribuição. Hoje, nós sabemos que o acesso às tecnologias começa muito antes, na capacidade de desenvolver, de inovar, de produzir e de incorporar as tecnologias”.

Ele também ressaltou que o que afeta um país, afeta o mundo como um todo. “Não há soberania em saúde sem base produtiva. Não há acesso sustentável sem capacidade tecnológica. Não tem como enfrentar esses desafios sem forte cooperação internacional”.

Em participação em vídeo, o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, reforçou que a missão da Organização é fortalecer os sistemas públicos de saúde por meio da solidariedade, da evidência científica e da ação coordenada entre os países.

“A questão central é como transformar essas capacidades em acesso real e sustentável para nossas populações”, afirmou, ao enfatizar a importância de alinhar o desenvolvimento tecnológico à promoção da equidade, reduzindo desigualdades e ampliando a inclusão.

“Na OPAS, estamos apoiando essa transformação por meio de uma abordagem integrada, que abrange todo o ciclo de vida das tecnologias em saúde, da inovação e produção à regulação, às compras conjuntas”, explicou.

O diálogo contou ainda com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; da secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda de Negri; o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle; o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira; o diretor-substituto do Instituto Butantan, Rui Curi; o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Álvaro Prata; o oficial de Assuntos Econômicos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Nicolo Gligo; o vice-diretor de Saúde do Ministério da Saúde Pública do Uruguai, Gilberto Rios; e o vice-ministro de Reitoria e Vigilância Sanitária da Saúde do Paraguai, Angel Jose Ortellado Maidana.