Esse aumento ocorre no contexto do início da temporada de vírus respiratórios e da cocirculação da influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e outros vírus, o que pode ampliar a demanda por atenção médica.
Washington, D.C., 1 de julho de 2026 (OPAS/OMS) — A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou para o aumento da atividade da influenza em vários países do hemisfério sul, no contexto do início da temporada de vírus respiratórios, e convocou os países a fortalecerem a vigilância epidemiológica, promoverem a vacinação e reforçarem a preparação dos serviços de saúde.
A influenza sazonal continua sendo uma importante causa de doença e morte. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), ela provoca anualmente entre 3 e 5 milhões de casos graves e até 650 mil mortes por doenças respiratórias em todo o mundo. Nas Américas, estima-se que cause aproximadamente 772 mil hospitalizações e entre 41 mil e 72 mil mortes por ano.
Embora a influenza A continue sendo o vírus predominante na região, nas últimas semanas foi observado um aumento de circulação da influenza B em alguns países do Cone Sul. Esse aumento coincide com a circulação de outros vírus respiratórios, incluindo o vírus sincicial respiratório (VSR), cuja atividade também cresceu recentemente. Essa situação pode gerar uma maior demanda por atendimento em saúde, especialmente entre crianças menores de cinco anos e pessoas idosas.
“A cocirculação da influenza e de outros vírus respiratórios pode ocasionar um aumento significativo das consultas ambulatoriais, das hospitalizações e da demanda por leitos pediátricos e de terapia intensiva, exercendo pressão adicional sobre os serviços de saúde, particularmente durante os períodos de maior circulação viral”, destacou a OPAS em um novo alerta epidemiológico.
Aumento da influenza B em uma temporada dominada pela influenza A
Em nível global, a atividade da influenza segue o padrão sazonal esperado: enquanto o hemisfério norte atravessa um período entre temporadas, com baixos níveis de circulação viral, a atividade aumenta no hemisfério sul. Embora a influenza A, particularmente o subtipo A(H3N2), continue predominante, nas últimas semanas foi observado um aumento progressivo da influenza B.
Nas Américas, essa tendência tem sido particularmente evidente nos países do Cone Sul, especialmente no Brasil e no Chile, onde a proporção de casos de influenza B aumentou nas últimas semanas, juntamente com um crescimento dos casos de outras infecções respiratórias. Embora até o momento não tenha sido observado um aumento da gravidade acima dos níveis esperados, o aumento da circulação desses vírus respiratórios pode resultar em um crescimento das consultas ambulatoriais e das hospitalizações nas próximas semanas.
Paralelamente, o SARS-CoV-2 mantém uma circulação baixa e estável nas Américas.
Chamado para reforçar vigilância, vacinação e medidas preventivas
Diante desse cenário, a OPAS chamou os países a fortalecerem a vigilância epidemiológica e virológica dos vírus respiratórios, incluindo influenza, VSR e SARS-CoV-2, bem como a assegurarem a disponibilidade de serviços hospitalares, especialmente em unidades pediátricas e de terapia intensiva.
A Organização também ressaltou a importância da vacinação contra a influenza, especialmente para os grupos com maior risco de desenvolver doença grave, como pessoas idosas, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores da saúde.
“A vacinação contra a influenza continua sendo a melhor medida preventiva para reduzir os casos graves da doença”, enfatizou a OPAS.
Além disso, a Organização lembrou que medidas como a higiene frequente das mãos, a ventilação dos ambientes fechados e o uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios ou em ambientes de maior risco continuam sendo ferramentas eficazes para reduzir a transmissão de vírus respiratórios durante a temporada.
