Países das Américas reforçam cooperação regional para fortalecer inteligência epidêmica

Panelistas sentados con fondo alusivo al evento, mostrando mapa mundi y título del evento
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Reunião em Salvador, no Brasil, analisou os avanços na implementação da Estratégia 2024-2029, apresentou uma nova iniciativa de capacitação para a região e definiu prioridades para fortalecer o alerta precoce.

Salvador, Brasil, 6 de agosto de 2026 (OPAS) – Membros de países das Américas e especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participaram, nos dias 5 e 6 de agosto, da 3ª Reunião Regional sobre Inteligência Epidêmica para as Américas, um espaço dedicado à análise de avanços, compartilhamento de experiências e definição dos próximos passos para fortalecer os sistemas de alerta precoce na região.

A reunião regional foi realizada no âmbito da Estratégia sobre Inteligência Epidêmica 2024-2029 e dos esforços dos Estados Membros da OPAS para transformar suas prioridades nacionais em capacidades sustentáveis de detecção de sinais, verificação de eventos, análise de informações e avaliação de riscos à saúde pública. Durante os dois dias, as delegações examinaram avanços e desafios relacionados à governança da inteligência epidêmica, ao fortalecimento das capacidades nacionais, à articulação entre instituições e setores, ao intercâmbio oportuno de informações e à incorporação de métodos e ferramentas de apoio à tomada de decisões.

As discussões também permitiram identificar experiências nacionais que podem ser adaptadas a outros contextos e contribuir para acelerar a implementação da Estratégia Regional.

Como resultado do encontro, os países consolidaram prioridades para o período de 2026 a 2029 e definiram áreas de trabalho que orientarão a cooperação técnica, o acompanhamento dos planos de ação nacionais e o desenvolvimento de soluções regionais. A reunião também contribuiu para fortalecer a articulação entre iniciativas subnacionais, nacionais e regionais, além de impulsionar novas oportunidades de capacitação para os profissionais responsáveis pela vigilância e pelo alerta precoce nas Américas. A OPAS continuará apoiando os Estados Membros na implementação dessas prioridades e no fortalecimento de capacidades adaptadas a seus contextos e necessidades.

Fortalecendo capacidades a partir do nível subnacional

Como atividade preparatória para a reunião regional, especialistas da OPAS participaram, em 4 de agosto, da 1ª Reunião Estadual de Inteligência Epidêmica do Estado da Bahia, organizada pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (SUVISA), da Secretaria de Estado da Saúde da Bahia. Durante o encontro, foram apresentados os objetivos e perspectivas da Estratégia Regional de Inteligência Epidêmica, promovendo o diálogo entre os níveis estadual, nacional e regional e dando início a uma semana de trabalho voltada ao fortalecimento de sistemas de alerta precoce mais integrados e preparados para proteger a saúde pública.

O incentivo e a articulação de iniciativas como essa no âmbito subnacional contribuem diretamente para o fortalecimento das capacidades dos países e da Região como um todo, avançando rumo a uma visão compartilhada da inteligência epidêmica nas Américas.

Lançamento de novo curso no Campus Virtual

A reunião regional também serviu de cenário para a apresentação oficial do Curso Básico em Inteligência Epidêmica, uma iniciativa desenvolvida no âmbito do projeto PROTECT, com apoio do Fundo para Pandemias. O programa responde a uma solicitação formulada pelos Estados Membros durante o processo regional que deu origem ao mandato sobre inteligência epidêmica, aprovado pelo 60º Conselho Diretor da OPAS, em 2023.

O curso oferece uma base comum para fortalecer capacidades de detecção precoce, verificação de eventos, análise de informações e avaliação de riscos à saúde pública. Além disso, apresenta conceitos fundamentais e o uso de ferramentas de última geração, entre elas o sistema EIOS (Inteligência Epidêmica de Fontes Abertas), que facilita a identificação e o monitoramento oportuno de sinais de risco para apoiar a tomada de decisões em saúde pública. A iniciativa é destinada principalmente aos profissionais do nível local, é autoinstrucional, totalmente gratuito e tem duração de quatro horas. Por meio dessa iniciativa, as equipes técnicas da região poderão fortalecer critérios e metodologias para a detecção e avaliação de ameaças no âmbito do alerta precoce.