Brasília, 11 de agosto de 2026 - A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde do Brasil realizaram, em julho de 2026, três missões técnicas sobre estabelecimentos de saúde resilientes no Chile, na Colômbia e no México. A iniciativa, desenvolvida no âmbito da cooperação técnica entre as instituições, buscou conhecer experiências da Região das Américas e identificar referências para fortalecer essa agenda no Brasil. O objetivo é contribuir para que os estabelecimentos de saúde estejam mais preparados para manter suas funções essenciais diante de emergências, desastres e impactos associados às mudanças climáticas.
A agenda de estabelecimentos de saúde resilientes integra aspectos de segurança da infraestrutura, sustentabilidade ambiental, acessibilidade, preparação para emergências e continuidade dos serviços. Seu fortalecimento é especialmente relevante para reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade dos serviços de saúde de continuar atendendo a população mesmo diante de eventos adversos.
No Chile, a delegação conheceu experiências relacionadas à sustentabilidade hospitalar, a normativa sismorresistente e estratégias do setor saúde para reduzir impactos ambientais e enfrentar ameaças como incêndios florestais. No Hospital Biprovincial Quillota-Petorca, foram observadas, na prática, soluções de eficiência energética e hídrica, ecotecnologias e continuidade operacional mesmo em situações adversas, com incêndios florestais nas imediações da unidade.
Na Colômbia, o intercâmbio abordou a implementação da iniciativa de Hospitais Resilientes e experiências de saúde ambiental e sustentabilidade. As visitas à Fundação Santa Fe de Bogotá e à Fundação Valle del Lili, em Cali, permitiram conhecer práticas de infraestrutura sustentável e gestão hospitalar, incluindo a experiência da dessa instituição como hospital verde. As atividades também permitiram discutir como sustentabilidade, infraestrutura e organização dos serviços podem ser articuladas para ampliar a resiliência hospitalar.
No México, a programação contemplou diferentes etapas do ciclo de vida da infraestrutura hospitalar. Com o Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS), Centro Colaborador da OPAS/Organização Mundial da Saúde (OMS) para Hospitais Resilientes, foram discutidos os conceitos de Hospital Seguro, Smart Hospital e Hospital Resiliente. Em Yecapixtla, a delegação conheceu um hospital em construção, com foco em planejamento, escolha do terreno, acessibilidade e soluções construtivas.
Em Atlacomulco, também no México, a visita a um hospital em funcionamento permitiu observar aspectos de continuidade dos serviços, eficiência operacional, tratamento de água, gestão de resíduos e uso de ecotecnologias. A agenda também incluiu intercâmbios sobre arquitetura hospitalar (Sociedad Mexicana de Arquitectos Especializados en Salud) e simulação clínica (Centro Anáhuac de Simulación Clínica), ampliando a discussão sobre a preparação dos estabelecimentos e das equipes para situações de emergência.
Como resultado das três missões, foram reunidas referências técnicas, normativas e operacionais que poderão apoiar a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde e outras áreas envolvidas no fortalecimento da agenda do Brasil de estabelecimentos de saúde resilientes. As missões também fortaleceram a cooperação regional, aproximando profissionais e instituições brasileiras de experiências desenvolvidas em outros países das Américas e ampliando as possibilidades de intercâmbio técnico e de construção de referências adaptadas à realidade do Sistema Único de Saúde.
