Folha informativa atualizada em janeiro de 2019 

Principais informações

  • A malária é uma doença potencialmente fatal, causada por parasitos que são transmitidos às pessoas pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Ela pode ser prevenida e curada.
  • Em 2017, estima-se que houve 219 milhões de casos de malária em 90 países e territórios.
  • As mortes por malária em 2017 chegaram a 435 mil.
  • A Região Africana da OMS carrega uma parte desproporcionalmente alta da carga global de malária. Em 2017, a região notificou 92% dos casos e 93% das mortes pela doença.
  • O financiamento total para o controle e eliminação da malária alcançou, aproximadamente, US$ 3,1 bilhões em 2017. As contribuições dos governos de países endêmicos somaram US$ 900 milhões, representando 28% do financiamento.  

A malária é causada por parasitos do gênero Plasmodium, que são transmitidos às pessoas pela picada de mosquitos fêmeas infectadas do gênero Anopheles, chamados de “vetores da malária”. Existem cinco espécies de parasitos que causam malária em humanos e duas delas – P. falciparum e P. vivax – apresentam a maior ameaça.

  • Em 2017, P. falciparum foi responsável por 99,7% dos casos estimados da doença na região Africana da OMS, assim como pela maioria dos casos nas regiões da OMS do Sudeste Asiático (62,8%), Mediterrâneo Oriental (69%) e Pacífico Ocidental (71,9%).
  • P. vivax é o parasito predominante na região das Américas da OMS, representando 74,1% dos casos.

Sintomas

A malária é uma doença febril aguda. Em um indivíduo não-imune, os sintomas usualmente aparecem entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito infectado. Os primeiros sintomas – febre, dor de cabeça e calafrios – podem ser leves e difíceis de reconhecer como malária. Se não for tratada dentro das primeiras 24 horas, a malária por P. falciparum pode progredir para doença grave, muitas vezes resultando em morte.  

Crianças com a forma grave da doença frequentemente desenvolvem um ou mais dos seguintes sintomas: anemia grave, dificuldade para respirar em relação à acidose metabólica ou malária cerebral. Em adultos, é frequente que vários órgãos sejam afetados. Em áreas endêmicas da doença, as pessoas podem desenvolver imunidade parcial, permitindo a ocorrência de infecções assintomáticas.

Quem está em risco?

Em 2017, quase metade da população mundial estava em risco de contrair malária. A maioria dos casos da doença e mortes relacionadas acontece na África Subsaariana. Entretanto, as regiões da OMS no Sudeste Asiático, Mediterrâneo Oriental, Pacífico Ocidental e Américas também estão em risco. Em 2017, 90 países e territórios apresentaram transmissão contínua de malária.

Alguns grupos populacionais correm um risco consideravelmente maior de contrair malária e desenvolver suas formas graves: bebês, crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas com HIV/aids, assim como migrantes não-imunes, populações móveis e viajantes. Programas nacionais de luta contra a malária precisam adotar medidas especiais para proteger esses grupos populacionais da infecção pela doença, levando em consideração suas circunstâncias específicas.

Carga da doença

Segundo o último relatório global sobre malária, divulgado em novembro de 2018, houve 219 milhões de casos de malária em 2017 - em 2016, foram registrados 217 milhões. 

A Região Africana da OMS continua representando uma parcela desproporcionalmente alta da carga global de malária. Em 2017, a região notificou 92% dos casos de malária e 93% das mortes pela doença. 

No mesmo ano, cinco países representavam quase metade de todos os casos de malária em todo o mundo: Nigéria (25%), República Democrática do Congo (11%), Moçambique (5%), Índia (4%) e Uganda (4%).

Em áreas com alta transmissão de malária, crianças com menos de cinco anos são particularmente suscetíveis à infecção, doença e morte; mais de dois terços (70%) de todas as mortes por malária ocorrem nessa faixa etária. O número de mortes entre menores de cinco anos diminuiu de 440 mil em 2010 para 285 mil em 2016. No entanto, a malária continua sendo uma grande assassina de crianças com menos de cinco anos, tirando a vida de uma criança a cada dois minutos.

Transmissão

Na maioria dos casos, a malária é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Existem mais de 400 espécies diferentes desse mosquito; cerca de 30 são vetores importantes da malária. Todas as espécies de vetores de maior importância picam ao anoitecer e ao amanhecer. A intensidade da transmissão depende de fatores relacionados ao parasito, vetor, hospedeiro humano e ambiente.       

As fêmeas do mosquito Anopheles depositam seus ovos na água, que eclodem em larvas e se desenvolvem até alcançar o estado de mosquitos adultos. As fêmeas buscam uma refeição de sangue para nutrir seus ovos. Cada espécie de mosquitos Anopheles têm seu habitat aquático de preferência; por exemplo: alguns preferem pequenos acúmulos de água doce, como poças e pegadas deixadas pelos cascos dos animais, que são abundantes durante a estação chuvosa em países tropicais.

A transmissão é mais intensa em lugares onde o tempo de vida do mosquito é mais longo (de modo que o parasito tenha tempo para completar seu desenvolvimento no interior do mosquito) e onde ele prefere picar humanos a outros animais. A longa vida e o forte hábito das espécies de vetores africanos de picar humanos é a principal razão pela qual quase 90% dos casos de malária do mundo se encontram na África.

A transmissão também depende de condições climáticas, que podem afetar o número e a sobrevivência de mosquitos, tais como padrões de precipitação, temperatura e umidade. Em diversos locais, a transmissão é sazonal, com pico durante e depois da estação de chuvas. Epidemias de malária podem ocorrer onde o clima e outras condições favorecem subitamente a transmissão em áreas onde pessoas têm pouca ou nenhuma imunidade à doença. Os surtos também podem acontecer quando pessoas com baixa imunidade vão para áreas com intensa transmissão – como no caso de mobilidade por trabalho ou de refugiados.

A imunidade humana é outro fator importante, especialmente entre adultos em áreas com moderada ou intensa transmissão. A imunidade é parcial e desenvolvida após anos de exposição e, enquanto nunca oferece proteção completa, reduz o risco que a infecção por malária cause uma forma grave. Por esse motivo, a maioria das mortes em decorrência da malária na África ocorre em crianças pequenas, enquanto nas áreas com menor transmissão e baixa imunidade, todas as faixas etárias estão em risco.

Prevenção

O controle vetorial é a principal forma de prevenir e reduzir a transmissão da malária. Se a cobertura das intervenções de controle do vetor dentro de uma área específica é suficientemente alta, então a medida de proteção será conferida a toda a comunidade.

A OMS recomenda proteção para todas as pessoas em risco de contrair a doença com um efetivo controle vetorial. Duas intervenções de controle vetorial – mosquiteiros impregnados com inseticidas e borrifação residual intradomiciliar – são eficazes em uma ampla gama de circunstâncias.

Mosquiteiros impregnados com inseticida

Os mosquiteiros utilizados nos programas de saúde pública estão impregnados com inseticidas de longa duração. Na maioria dos locais, a OMS recomenda a distribuição desse tipo de mosquiteiro para todas as populações em risco de contrair malária. A forma mais custo-efetiva de alcançar tal meta é fornecer o material gratuitamente, de modo que todas as pessoas tenham acesso a ele com as mesmas condições.

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Ao mesmo tempo, é preciso utilizar estratégias de comunicação eficazes para conscientizar todas as pessoas que se encontram em risco sobre a importância de dormir todas as noites sob mosquiteiros e sobre os cuidados para que esse se mantenha em bom estado.

Borrifação residual intradomiciliar

A borrifação de interiores com inseticidas de ação residual é uma potente intervenção que reduz em pouco tempo a transmissão da malária. Sua eficácia máxima é obtida quando são borrifadas pelo menos 80% das casas nas áreas escolhidas. Essa intervenção é eficaz por 3-6 meses, dependendo da residualidade dos inseticidas utilizados e do tipo de superfície borrifada. Em alguns locais é preciso repetir a operação diversas vezes para proteger a população durante toda a temporada de transmissão da malária.

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Drogas antimaláricas

Medicamentos antimaláricos também podem ser utilizados para prevenir a doença. Para viajantes, a malária pode ser prevenida por meio de fármacos profiláticos que detém a infecção em seu estágio hemático. Para mulheres grávidas que residem em áreas onde a transmissão é moderada ou alta, a OMS recomenda o tratamento profilático intermitente como sulfadoxina-pirimetamina em cada consulta pré-natal programada a partir do primeiro trimestre. Recomenda-se também a administração de três doses do tratamento profilático intermitente junto às vacinações sistemáticas para os lactentes que vivem em áreas com alta transmissão na África.

Em 2012, a OMS recomendou a quimioprofilaxia sazonal da malária como uma estratégia adicional para a prevenção da doença na região do Sahel, África, por meio da administração da série terapêutica mensal de amodiaquina e sulfadoxina-pirimetamina em todos os menores de cinco anos durante a estação de alta transmissão.

Resistência aos inseticidas

Grande parte do êxito alcançado no controle da malária na África até o momento se deve ao controle vetorial, que depende em grande medida da utilização de piretroides, a única classe de inseticidas recomendada atualmente para mosquiteiros impregnados, incluindo os de longa duração.

Nos últimos anos, a resistência dos mosquitos aos piretroides tem emergido em diversos países. Em algumas áreas, a resistência a todas as quatro classes de inseticidas usados em saúde pública tem sido detectada. Felizmente, essa resistência raramente tem reduzido a eficácia dos mosquiteiros tratados com inseticidas de longa duração, que continuam proporcionando um alto nível de proteção em quase todas as situações. A borrifação residual intradomiciliar é um método recomendado para evitar a resistência e alternar a utilização de diferentes classes de produtos.

Entretanto, áreas endêmicas da África Subsaariana e Índia estão causando uma significativa preocupação devido aos altos níveis de transmissão da malária e relatos generalizados de resistência aos inseticidas. O uso de dois inseticidas diferentes em um mosquito oferece a oportunidade de mitigar o risco do desenvolvimento e disseminação da resistência aos inseticidas; desenvolver esses novos mosquiteiros é uma prioridade. Vários produtos promissores, tanto para borrifação residual quanto para mosquiteiros, estão em desenvolvimento.

A detecção da resistência aos inseticidas deve ser um componente essencial de todos os programas nacionais contra a malária, com o objetivo de garantir que os métodos mais eficazes sejam utilizados. A escolha do inseticida de ação residual usado na borrifação deve sempre se basear em dados locais recentes sobre a suscetibilidade dos vetores em questão.

Para garantir uma resposta global rápida e coordenada frente à ameaça da resistência aos inseticidas, a OMS tem colaborado com as partes interessadas na elaboração do “Plano global para o manejo da resistência aos inseticidas nos vetores de malária”, lançado em maio de 2012.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico e o tratamento precoce da malária reduzem a incidência da doença e evita mortes. Também contribuem para a redução da transmissão da malária. A melhor opção terapêutica disponível, principalmente para a malária P. falciparum, é o tratamento combinado com derivados de artemisinina. A OMS recomenda que todos os casos suspeitos de malária sejam confirmados por métodos parasitológicos (tanto microscopia quanto o teste rápido) antes da administração do tratamento.

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O resultado da confirmação parasitológica pode ser obtido em 30 minutos ou menos. A prescrição de um tratamento baseada unicamente na sintomatologia deve ser feita apenas quando não é possível fazer um diagnóstico parasitológico. Mais recomendações detalhadas estão disponíveis nas “Diretrizes para o tratamento da malária (terceira edição)”, publicadas pela OMS em inglês em abril de 2015.

Resistência às drogas antimaláricas

A resistência aos medicamentos antimaláricos é um problema recorrente. A resistência do P. falciparum a gerações anteriores de fármacos, como a cloroquina e sulfadoxina-pirimetamina, se tornou generalizada durante as décadas de 1970 e 1980, minando os esforços para o controle da malária e revertendo os ganhos na sobrevivência infantil.  

A OMS recomenda o monitoramento de rotina da resistência às drogas antimaláricas e apoia os países a fortalecerem seus esforços nesta importante área de trabalho.

O tratamento combinado recomendado inclui artemisinina e outra droga associada. Nos últimos anos foram detectadas resistências em cinco países da sub-região Grande Mekong: Camboja, República Democrática Popular Lao, Myanmar, Tailândia e Vietnã. Estudos confirmaram que a resistência à artemisinina emergiu independentemente em diversas áreas dessa sub-região. O tratamento combinado com artemisinina cura a maioria dos pacientes – quando não há resistência à droga associada.

No entanto, em partes do Camboja e Tailândia, a resistência do P. falciparum à artemisinina e drogas associadas vem se desenvolvendo.

A dificuldade crescente no tratamento da malária por P. falciparum no Camboja e na Tailândia tem trazido preocupação devido à possibilidade de que a multirresistência se estenda a outras regiões, o que traria consequências desastrosas para a saúde pública. Por isso, o Comitê Assessor da OMS em Políticas sobre a Malária recomendou em setembro de 2014 a adoção do objetivo de eliminar a doença por P. falciparum na sub-região até 2030. Na Assembleia Mundial da Saúde, realizada em maio de 2015, a OMS apresentou a estratégia para eliminação da malária na sub-região do Grande Mekong (2015-2030), que foi aprovada por todos os países da sub-região.

Vigilância

A vigilância implica no acompanhamento da doença e em respostas programáticas, bem como na tomada de medidas com base nos dados recebidos. Atualmente, muitos países com uma elevada carga de malária possuem sistemas de vigilância fracos e não estão em condições de avaliar a distribuição da doença e suas tendências, o que torna difícil a otimização das respostas aos surtos.

É fundamental manter uma vigilância eficaz em todos os pontos no caminho da eliminação da malária. Uma forte vigilância em relação à malária permite que os programas otimizem suas operações para:

  • Promover o investimento de agentes nacionais e internacionais de forma que corresponda à carga da malária em cada país ou em áreas dentro dos países;
  • Alocar recursos às populações que mais precisam e para as intervenções mais eficazes, alcançando o melhor impacto possível em termos de saúde pública;
  • Avaliar periodicamente se os planos estão progredindo como o esperado ou se são necessários ajustes na escala ou na combinação de intervenções;
  • Explicar o impacto do financiamento recebido e permitir que o público, seus representantes eleitos e doadores determinem se o investimento está sendo rentável; e
  • Avaliar se os objetivos do programa foram atingidos e aprender o que funciona para que programas mais eficazes possam ser projetados.

Em março de 2018, a OMS lançou um manual de referência sobre vigilância, monitoramento e avaliação da malária, que fornece orientação sobre padrões de vigilância global e orienta países em seus esforços para fortalecer os sistemas de vigilância e usar seus próprios dados para tomar decisões informadas.

É preciso reforçar com urgência os sistemas de vigilância para responder oportuna e eficazmente à malária nas regiões onde ela é mais endêmica, prevenir os surtos e epidemias, seguir com os progressos e conseguir que os governos e comunidade internacional assumam a responsabilidade da luta contra a malária.

Eliminação

A eliminação da malária se define como a interrupção local da transmissão por parasitos específicos que causam a doença em uma área geográfica delimitada como resultado dos esforços deliberados. Medidas continuadas são necessárias para prevenir o reestabelecimento da transmissão.

Por sua vez, a erradicação da malária se define como a redução absoluta e permanente da infecção malárica por espécies de parasitos responsáveis pela doença nos seres humanos como resultado dos esforços deliberados. Uma vez alcançada a erradicação, a aplicação das medidas não é mais necessária.

O ritmo de progresso em um país em particular dependerá da solidez de seu sistema nacional de saúde, do nível de investimento para o controle da malária e de uma série de outros fatores, incluindo: determinantes biológicos, meio ambiente e as realidades sociais, demográficas, políticas e econômicas de cada país.

Em países com altas ou moderadas taxas de transmissão da malária, programas nacionais de controle da doença visam maximizar a redução dos casos de malária e de mortes.

À medida que os países se aproximam da eliminação, os sistemas de vigilância intensificada podem ajudar a detectar e tratar todos os casos, assim como notificá-los aos registros nacionais de malária. É importante tratar o quanto antes os pacientes diagnosticados com medicamentos antimaláricos eficazes para proteger sua saúde e prevenir a transmissão na comunidade.

Países que conseguiram permanecer por três anos consecutivos sem nenhum caso autóctone de malária podem solicitar à OMS que certifique a eliminação da doença. Nos últimos anos, oito países foram certificados como tendo eliminado a malária: Emirados Árabes Unidos (2007), Marrocos (2010), Turcomenistão (2010), Armênia (2011), Maldivas (2015), Sri Lanka ( 2016), Quirguistão (2016) e Paraguai (2018). O Marco de referência da OMS para a eliminação da malária publicado em 2017 oferece uma serie de instrumentos e estratégias detalhadas para alcançar e manter a eliminação.

Vacinas contra malária

A vacina RTS,S/AS01 (RTS,S) – conhecida também como Mosquirix – é uma vacina injetável que proporciona proteção parcial contra a doença em crianças e está sendo avaliada na África Subsaariana como instrumento de controle complementar que poderia ser adicionado (sem substituição) das medidas básicas preventivas, diagnósticas e terapêuticas normalmente recomendadas pela OMS.

Essa vacina tem sido objeto de avaliação em um grande ensaio clínico realizado por sete países africanos e recebeu um parecer positivo em julho de 2015 da Agência Europeia de Medicamentos.

Em outubro de 2015, grupos consultivos da OMS recomendaram a aplicação experimental da vacina RTS, S/AS01 em um número limitado de países africanos. A OMS adotou essas recomendações e apoia fortemente a realização desses estudos experimentais como passo importante para conseguir a primeira vacina contra a malária. Estes projetos-piloto poderiam abrir o caminho para a implantação da vacina entre 3 a 5 anos, caso a segurança e a eficácia das mesmas sejam consideradas aceitáveis.

Resposta da OMS

A estratégia mundial contra a malária 2016-2030, aprovada pela Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2015, é um marco técnico para todos os países onde a doença é endêmica. O objetivo da estratégia é fornecer orientações e apoio aos programas nacionais e regionais no controle e eliminação da malária. A estratégia estabelece metas ambiciosas, porém realistas, em nível mundial:

  • Reduzir a incidência da malária em pelo menos 90% até 2030.
  • Reduzir a mortalidade por malária em pelo menos 90% até 2030.
  • Eliminar a doença em pelo menos 35 países até 2030.
  • Impedir a reaparição nos países em já foi certificada a eliminação.

Esta estratégia é fruto de uma ampla consulta com a participação de mais de 400 especialistas técnicos de 70 Estados-Membros. Ela é baseada em três pilares-chave:

  • Assegurar o acesso universal a serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento da malária;
  • Agilizar as atividades destinadas à eliminação e conseguir a certificação de ausência de malária;
  • Transforma a vigilância da malária em uma intervenção básica.

O Programa Mundial sobre Malária da OMS coordena as atividades mundiais que a Organização desenvolve para lutar contra essa doença e conseguir eliminá-la. A este respeito:

  • Define, comunica e difunde normas, critérios, políticas, estratégias técnicas e diretrizes baseadas em dados científicos e promove sua adoção;
  • Realiza uma valoração independente dos progressos realizados em nível mundial;Elabora métodos para a criação de capacidade, fortalecimento dos sistemas e da vigilância; e
  • Identifica possíveis ameaças à luta contra a malária e à eliminação da doença, assim como novas áreas de ação.  

O Programa Mundial sobre Malária recebe o apoio e aconselhamento do Comitê Assessor em Políticas sobre Malária – um grupo de 15 especialistas mundiais sobre a doença nomeados por um processo de candidatura aberta. O comitê se reúne duas vezes ao ano r fornece aconselhamento independente à OMS para desenvolver recomendações de políticas para o controle e eliminação da malária.