Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo e da Rubéola realizará sexta reunião anual em novembro

Un niño recibe una vacuna

Durante a reunião, será analisada a situação regional do sarampo, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita nas Américas, bem como as evidências apresentadas pelos países sobre a eliminação dessas doenças.

Washington, D.C., 14 de outubro de 2026 (OPAS) – A Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo e da Rubéola (RVC, na sigla em inglês) realizará sua sexta reunião anual de 10 a 13 de novembro de 2026 para revisar a situação epidemiológica do sarampo, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC) na Região das Américas, bem como o status de eliminação nos países.

A Comissão é um órgão técnico independente composto por especialistas internacionais em epidemiologia, saúde pública, virologia, pediatria e imunização. Criada em 2019, sucedeu a Comissão Internacional de Especialistas, que verificou a eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita nas Américas em 2015 e do sarampo em 2016. Desde então, acompanha a manutenção dessas conquistas e assessora o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre a situação dos países e da região.

A reunião deste ano ocorrerá um ano após a Comissão Regional concluir que houve o restabelecimento da transmissão endêmica do sarampo no Canadá, o que levou a região a perder, em 2025, sua condição de livre do sarampo. Atualmente, o Canadá é o único país da região classificado como endêmico, enquanto os demais países mantêm seu status de eliminação.

O processo de revisão será realizado em conformidade com o Marco Regional para o Monitoramento e a Reverificação da Eliminação do Sarampo, da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita na Região das Américas, que estabelece os critérios e procedimentos que os países devem seguir para documentar a sustentabilidade da eliminação ou solicitar a reverificação, quando aplicável.

Como parte desse processo, todos os Estados Membros apresentam relatórios nacionais para revisão. Na reunião de novembro, a Comissão examinará os dados correspondentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026. Analisará as informações apresentadas sobre cobertura vacinal, qualidade da vigilância epidemiológica, resultados laboratoriais, incluindo evidências moleculares e virológicas, resposta a surtos e desempenho dos programas nacionais de imunização. Também examinará informações específicas sobre surtos e cadeias de transmissão.

A avaliação se baseia na análise integrada de todos os componentes estabelecidos no marco regional. Nenhuma fonte de evidência, isoladamente, determina a classificação final da situação de eliminação.

Entre os aspectos que serão examinados pela Comissão Regional está o restabelecimento da transmissão endêmica do sarampo, que ocorre quando evidências epidemiológicas e laboratoriais indicam a existência de uma cadeia de transmissão de uma cepa viral (com genótipo e linhagem idênticos) mantida ininterruptamente por 12 meses ou mais em um país ou área geográfica delimitada.

Ao final da reunião, a Comissão classificará os países de acordo com seu status de eliminação e formulará recomendações para abordar possíveis lacunas identificadas. As conclusões e recomendações serão encaminhadas ao diretor da OPAS para consideração.

A reunião anual da Comissão é um encontro técnico fechado. Os relatórios nacionais apresentados pelos países têm acesso restrito e são utilizados exclusivamente para fins de avaliação pela RVC e pela Secretaria Técnica da OPAS.

Posteriormente, a Comissão publicará um relatório final que resumirá suas deliberações, conclusões e recomendações, constituindo o registro oficial do processo de revisão. O relatório da quinta reunião anual, realizada na Cidade do México em novembro de 2025, está disponível neste link.

Manter a eliminação do sarampo, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita exige o trabalho conjunto dos países da região para alcançar coberturas vacinais altas, homogêneas e iguais ou superiores a 95%; contar com sistemas de vigilância sensíveis; dispor de sólida capacidade laboratorial; e garantir uma resposta rápida diante de surtos.

A revisão anual do status de eliminação dos países pela RVC constitui um componente fundamental dos esforços regionais para preservar os avanços alcançados pelos países das Américas e prevenir o restabelecimento da transmissão endêmica dessas doenças.